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"Temos apenas de encontrar regras de equidade"

"Temos apenas de encontrar regras de equidade"
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O Mundial Feminino de Futebol chega ao fim, esta semana. As semifinais e a final vão ser realizadas até domingo, em Lyon. A terceira cidade francesa é também a casa de uma das equipas mais promissoras, o Olympique Lyonnais. Em maio, a equipa venceu a Liga dos Campeões pela sexta vez e pelo o quarto ano consecutivo.

O icónico presidente do clube, Jean-Michel Aulas, recebeu a Euronews no estádio Groupama para falar sobre este fenómeno de sucesso.

Cyril Collot, Euronews: As estruturas das equipas femininas evoluíram, a maioria dos grandes clubes europeus seguiram o exemplo, como o Real Madrid recentemente, o desporto profissionalizou-se. Este Mundial poderá ter sido um ponto de viragem para o futebol feminino?

Jean-Michel Aulas: "Este é um ponto de viragem em muitas áreas: por um lado, a profissionalização deste desporto e a recente exposição aos média, com audiências de televisão muito importantes, que forçam a seleções nacionais a ter cada vez melhores resultados. Eles não têm outra opção se não progredir. Também é verdade que esta exposição do futebol feminino cria novas oportunidades de patrocínio e nomeação comparáveis às do futebol masculino.

C.C.: "É também o Mundial das exigências. Duas das suas ex-jogadoras, as americanas Megann Rapinoe e Alex Morgan, estão muito comprometidas com a exigência de igualdade nos prémios. Eles estão em conflito aberto com a federação. O que pensa sobre essas reivindicações?

J.M.A.: "Eles estão certas em reivindicar. E foi por isso que essas duas jogadoras excepcionais vieram jogar em Lyon. Isso significa que fomos ao econtro das expectativas que tinham no momento. É um sinal dos tempos em que vivemos. É óbvio que devemos ter essas reivindicações em conta, mesmo que não sejamos obrigados a dar resposta a todas. Temos apenas de encontrar regras de equidade neste relacionamento económico aberto.

C.C.: Falemos um pouco sobre o jogo e a competição. Estamos ao lado do estádio que vai receber a final. Como avalia o nível de jogo neste torneio?

J.M.A.: "Esta é uma competição que progrediu muito com a profissionalização das jogadoras. O desempenho das atletas não tem nada que ver com o do 'ultimo Mundial. Pouco a pouco, individualmente, o nível das jogadoras vai subindo, particularmente a nível técnico. Tacticamente - tenho dito muitas vezes - as mulheres são para mim muitas vezes superiores aos homens. Podemos dizer que o nível deste Campeonato do Mundo é excepcional e não é por acaso que as audiências subiram vertiginosamente e todas os estádios estão lotados.

C.C.: Para concluir, não vou perguntar-lhe o nome do país vencedor, mas sim: como perspectiva o futuro ideal para o futebol feminino, após o Campeonato do Mundo?

J.M.A.: "Para continuar a evoluir é necessário que a FIFA promova a programação dos jogos e a coordenação dos jogos entre os continentes. A nível europeu, precisamos de ter competições idênticas às dos homens, com fases preliminares e etapas finais que proporcionem mais encontros. Já a nível mundial - e aqui envio uma mensagem ao presidente da FIFA, Gianni Infantino - é necessário que possamos criar um Mundial de Clubes Femininos, como acontece para o sexo masculino. Não estou a pensar apenas no meu clube. Para o reconhecimento dos clubes muito grandes que fizeram o esforço para ter uma equipe feminina, seria idílico e ótimo. "