Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

Ruanda 25 anos depois do genocídio

Ruanda 25 anos depois do genocídio
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

"Juntos prosperamos" é o lema para as comemorações deste 4 de Julho, uma data em que os Ruandeses param e refletem.

Assinala-se hoje 25 anos após o massacre que ocorreu entre 7 de abril e 4 de julho de 1994, e que tirou a vida a pelo menos 800 Ruandeses.

O Ruanda assinala esta quarta feira o dia da sua libertação e a Euronews esteve a conversa com Paula Ingabire, para perceber que Rwanda temos hoje.

De acordo com Paula Ingabire Ministra da Tecnologia de informação, Comunicação e Inovação do Ruanda, os setores que mais contribuem para o Produto Interno Bruto do Ruanda é o da prestação de serviços seguido pelo setor da agricultura.

O Ruanda agregou no setor de prestação serviços as novas tecnologias o que possibilitou alavancar as trocas comerciais locais.

Já o diplomata Alfred Kalisa Embaixador do Ruanda em Angola, afirmou que hoje o Ruanda possui acordos de livre circulação com outros países, e de passaportes únicos, o que possibilita o livre comércio entre o Ruanda e o resto do continente.

Antes de ocupar a pasta de Ministra da Tecnologia de informação, Comunicação e Inovação do Ruanda, Paula Ingabire foi a chefe da iniciativa Kigali Inovation city que catapultou o desenvolvimento económico do Ruanda.

Paula Ingabire diz que o projeto Kigali Inovation City é uma iniciativa criada com o objetivo de consolidar e fortalecer o ecossistema inovador do Ruanda. O que se fez foi identificar quais as empresas tecnológicas que estão em Ruanda, capazes de alavancar o setor tecnológico, porque acreditaram que a inovação e a tecnologia são o motor do desenvolvimento económico.

Através da Kigali Inovation, o Ruanda pretende assumir-se como tendo um modelo funcional de desenvolvimento, onde as outras empresas poderão se referenciar antes de se expandir pelo continente".

No que toca a diplomacia interna e externa, para trás ficam os ressentimentos, que dão lugar a novos laços principalmente entre França e Ruanda como nos confirmou Alfred Kalisa, embaixador do Ruanda em Angola.

"É óbvio que a diplomacia entre o Ruanda e França têm alguns desafios, portanto com o novo regime do presidente Macron, observamos muitas melhorias a nível de gestão do passado. Nos acreditamos que estamos no caminho certo para restaurar uma boa relação política".

Hoje o Ruanda é referenciado como um país que serve de exemplo em África, pela eficácia comprovada das políticas implementadas.