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Itália e Malta discutem distribuição de migrantes

Itália e Malta discutem distribuição de migrantes
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Um navio alemão resgatou 65 migrantes ao largo da Líbia, esta sexta-feira. Estavam a 55 quilómetros da costa, sem água potável suficiente, nem sistema de navegação.

Atualmente recebem cuidados a bordo do Aylan Kurdi, outra embarcação batizada e, homenagem ao menino que morreu afogado e deu à costa na Turquia, em 2015.

A Sea-Eye, responsável pelo resgate, afirma já ter contactado as autoridades líbias, mas sem resposta.

Ainda há poucos dias, outro navio, o Sea-Watch 3, forçava a entrada em Lampedusa, após duas semanas no mar sem porto para desembarcar os migrantes resgatados a bordo. A comandante acabaria por ser detida e enfrenta agora uma batalha legal.

Decidiu ficar em Itália, para comparecer a uma audiência na próxima terça-feira. Mas encontra-se em paradeiro desconhecido. Carola Rackete confessa recear pela própria vida. Depois de ter aportado em Lampedusa, contra indicação das autoridades, com 42 migrantes a bordo, recebeu múltiplas ameaças, físicas e até de morte.

Uma semana depois de o Sea-Watch 3 ter chegado a Itália, outro navio de resgate, o Alex, desta vez ao comando de uma organização italiana, a Mediterranean Saving Humans, desafia Matteo Salvini a deixar desembarcar 54 pessoas resgatadas no Mediterrâneo.

"A situação está sob controlo, mas prevenir é melhor que remediar. E isso aplica-se tanto em terra como no mar, já que estou a lidar, desde ontem à noite, com outra ONG caprichosa que na semana passada não quis ir para a Tunísia e hoje não quer ir para Malta", afirmou o ministro italiano do Interior.

Malta já aceitou receber as 54 pessoas resgatadas, mas em troca, avisa, irá enviar o mesmo número de migrantes para Itália. A Mediterranean Saving Humans esclarece que não rejeitou ir para Malta, apenas que precisou de um porto para pernoitar e avisar que, no meio deste jogo político, está a ficar sem mantimentos.