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Irão quer quebrar acordo nuclear

Irão quer quebrar acordo nuclear
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Nazanin Tabatabaee/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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O Irão anunciou que vai violar o acordo nuclear e começar, "nas próximas horas", a enriquecer urânio a um nível proibido. Uma taxa superior aos 3,67% estipulados pelo programa assinado em 2015, com outras seis potências (China, Estados Unidos da América, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha), em Viena.

Em cima da mesa estão outras revogações ao programa, para levar a cabo em "60 dias", caso os parceiros internacionais não respondam às exigências do Irão.

De acordo com o vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros ainda há margem para negociações, antes de o país dar início à terceira etapa do plano de redução dos compromissos assumidos em Viena. Abbas Araqchi não revelou, contudo, a nova taxa a que o Irão pretende enriquecer o metal radioativo.

O primeiro-ministro de Israel insta a comunidade internacional a reagir. Benjamin Netanyahu alega que "o enriquecimento de urânio só se faz por uma única razão, a criação de bombas atómicas" e quer que os países que assinaram o acordo nuclear voltem a aplicar sanções ao Irão.

Os Estados Unidos já se tinham retirado do acordo em maio de 2018 e voltar a submeter o Irão a sanções. A pedido dos norte-americanos, a Agência Internacional de Energia Atómica (AEIA) anunciou que vai ser realizada a 10 de julho uma reunião para analisar as revogações anunciadas pelo Irão.

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