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Ursula von der leyen começa périplo em Paris

Ursula von der leyen começa périplo em Paris
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Ursula von der Leyen começou em Paris, terça-feira, um périplo para alinhar posições com alguns dos chefes de Estado e de Governo mais influentes no Conselho Europeu. A presidente-eleita da Comissão Europeia tem realçado que a luta contra as alterações climáticas será uma prioridade nas políticas do executivo comunitário para os próximos cinco anos, algo bem recebido pelo seu anfitrião, Emmanuel Macron.

"Abre-se uma nova página face às ambições reveladas pelos cidadãos nas eleições de maio passado. A senhora também o exprimiu com firmeza no discurso que fez no Parlamento Europeu. Enquanto espinha dorsal do seu projeto, devo dizer que concordo com ele totalmente, como é o caso do resto de França", disse o presidente francês.

Ursula von der Leyen sabe bem que o eixo franco-alemão tem sido a força motriz da integração europeia e vai manter a linha da sua compatriota, a chanceler Angela Merkel.

"Nós estamos de acordo no que se refere a trabalhar por uma Europa forte e unida, por uma Europa ambiciosa no que respeita ao clima, à digitalização, ao crescimento económico, mas também à defesa e à segurança", afirmou Ursula von der Leyen.

A defesa do Acordo de Paris sobre Alterações Climáticas terá grande peso na discussão do futuro orçamento da União para 2021-2027, que vai ter de ser rapidamente finalizado.

Brexit mais suave?

Outro grande desafio para Ursula von der Leyen é a estratégia para concluir o Brexit, cuja data marcada é 31 de outubro de 2019, seguindo-se as negociações para a futura parceria.

"Penso que é positivo que ela esteja disponível para nova extensão do processo do Brexit, mas penso que não terá uma postura muito distinta da do seu antecessor. Talvez o facto de Martin Selmayr abandonar o seu cargo venha a ser um fator positivo porque ele era bastante beligerante", disse Pieter Cleppe, analista no centro de estudos Open Europe, em Bruxelas.

Enquanto secretário-geral da Comissão Europeia, Martin Selmayr era o mais alto-funcionário do executivo comunitário e tinha considerável influência sobre o presidente Jean-Claude Juncker, defendendo uma linha dura na negociação do Brexit.

Mas a sua compatriota alemã parece preferir uma postura mais suave e pragmática com Londres.