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Negociação prossegue à esquerda para formar Governo

Pablo Iglesias e Pedro Sanchez continuam à procura de consenso para governar
Pablo Iglesias e Pedro Sanchez continuam à procura de consenso para governar -
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REUTERS/Juan Medina/Arquivo
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O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Pedro Sanchez, prossegue esta quarta-feira as negociações com o Unidas Podemos (UP) para tentar validar na quinta-feira a formação de um governo de coligação "à esquerda" sem ceder às ambições de Pablo Iglésias de assumir ministérios com poder social, laboral e fiscal.

Sem uma maioria parlamentar, o PSOE está obrigado a encontrar alianças que lhe permitam governar. Os socialistas começaram por tentar propor uma " geringonça à portuguesa", permitindo algum peso político ao UP, mas sem entrar no executivo.

Pablo Iglesias, o líder do UP, rejeitou e exigiu, por outro lado, uma participação ativa no executivo proporcional ao peso político do partido "das esquerdas unidas" nas últimas eleições e que lhe garantiria pelo menos um quarto dos ministérios, mas não uns quaisquer.

O UP pretende entrar no executivo à frente de ministérios com poder social, laboral e fiscal, esbarrando na abertura limitada dos socialistas. As negociações prosseguem esta quarta-feira, em Madrid, sob ameaça de uma reprovação ao PSOE impor ao país de novo eleições antecipadas, já previstas para 10 de novembro.

"Está a esgotar-se o tempo, todos o sabem e esse tempo a esgotar-se obriga o PSOE a mover-se. Espero que seja rápido porque 'nós outras' demos todos os passos necessários para construir esse governo de coligação e até ao momento o PSOE não se moveu absolutamente nada", afirmou a porta-voz parlamentar da UP, Ione Belarra.

Os socialistas ainda tentaram uma mudança de sentido nos apelos, mas também esbarraram na intransigência dos demais à direita. Pedro Sanchez chegou a apelar ao Partido Popular (PP) e Ciudadanos para se absterem e assim permitirem a formação de um governo minoritário e independente da UP. Sem sucesso.

Na primeira votação parlamentar, realizada esta terça-feira, o PSOE precisava de uma maioria absoluta de 176 votos, mas não foi além dos 124 votos favoráveis: os dos 123 deputados socialistas mais o do representante parlamentar do Partido Regionalista da Cantábria, José María Mazón.

Contra, votaram 170 deputados, incluindo o PP, o Ciudadanos e a nova força de extrema-direita no Parlamento espanhol, o Vox.

O escrutínio revelou o curioso número de 52 abstenções, o número de votos que seria necessário para permitir a Pedro Sanchez a formação de governo. A abstenção da UP deixou a porta entreaberta à negociação, em curso esta quarta-feira.

Os socialistas deixaram um apelo à responsabilidade política para a decisiva votação parlamentar desta quinta-feira, onde apenas vão precisar de uma maioria simples, isto é, mais votos a favor do que contra.

"Não há desculpas. Não existem ambições, nem pessoais nem coletivas, que justifiquem o voto contra na quinta-feira para que possamos criar um governo juntos", afirmou o porta-voz parlamentar do PSOE, Rafael Simancas.