Migrantes do Gregoretti já podem seguir caminho para países de acolhimento

Desembarque no cais de Augusta, na Sicília
Desembarque no cais de Augusta, na Sicília Direitos de autor REUTERS/Antonio Parrinello
De  Teresa Bizarro
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Terminou o impasse que há quatro dias mantinha 116 pessoas a bordo de um navio da guarda costeira italiana

Desembarcaram esta quarta-feira os 116 migrantes retidos desde sábado no porto de Augusta, na Sicília. 116 homens que estavam oficialmente em território italiano, mas não podiam sair do navio da guarda costeira que os resgatou do Mediterrâneo.

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A autorização surgiu depois da Comissão Europeia anunciar que havia 5 países disponíveis a acolher os migrantes.

O ministro do Interior, Matteo Salvini aplaudiu a notícia em direto através das redes sociais. "Cinco países europeus: Alemanha, Portugal, França, Luxemburgo e Irlanda, juntamente com serviços da Igreja italiana, vão tomar conta de 116 migrantes que estavam a bordo deste navio", anunciou acrescentando com tom de ironia que "demorou alguns dias para os convencer, para lhes despertar a consciência, porque eles são muito bons a serem generosos com os portos dos outros".

A saúde de 29 dos migrantes que desembarcaram esta quarta-feira inspira alguns cuidados. Há registo de um caso de tuberculose.

A Itália mantém os portos fechados a cidadãos resgatados no mediterrâneo. O governo diz que o país "não tem capacidade" para acolher mais migrantes.

O ministro do Interior assinou também esta quarta-feira uma ordem a proibir a entrada em águas italianas do "Alan Kurdi", a embarcação operada pela ONG alemã SeaEye que navega com 40 migrantes líbios a bordo.

Nome do jornalista • Giorgia Orlandi

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