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Seca ameaça um em quatro habitantes do Planeta

Seca ameaça um em quatro habitantes do Planeta
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Os países onde o rácio entre o volume de água utilizado e o total da água existente é muito elevado, ou seja, mais de 80%, são a casa de um quarto da população mundial e ficam, sobretudo, em África e no Médio Oriente. São regiões em elevado risco de seca, segundo o Instituto Mundial dos Recursos (WRI), num estudo publicado agora, no âmbito do programa Aqueduct.

Quase todo o Médio Oriente está na lista dos países com a situação mais grave. Países europeus como Portugal, Espanha, Grécia ou Itália estão no segundo grupo. Já no grupo com melhor situação encontramos o Brasil, o Canadá, mas também países africanos ricos em água, como Moçambique.

Entre as causas, está a cada vez maior urbanização e desenvolvimento socioeconómico, o que transformou os hábitos de consumo e fez aumentar a procura de água. Por outro lado, por culpa das mudanças climáticas, a frequência das chuvas é agora mais instável.

Os governos e as populações podem ajudar a mudar a situação, segundo um dos autores deste estudo, sobretudo através de melhores práticas agrícolas e reduzindo o consumo de produtos como a carne, muito ávidos de água. Por cada quilo de carne de vaca, gastam-se mais de 15 mil litros de água.

"As culturas de regadio representam 70% do uso de água e há muito terreno que pode ser ganho aí. Aumentar a eficiência na agricultura seria um primeiro passo lógico. O segundo passo é investir em estruturas verdes e estruturas cinzentas. Estruturas cinzentas são as feitas pelo homem - Reservatórios, barragens, estações de tratamento de águas residuais, canalizações ou as torneiras nas nossas casas. Estruturas verdes são as naturais. Podemos pensar no restauro das áreas húmidas e das florestas, ou num melhor uso das águas subterrâneas", diz Rutger Hofster, co-autor do estudo do WRI, em entrevista à euronews.

Rutger Hofster dá a Cidade do Cabo como exemplo de boa gestão da crise da água: No ano passado, a cidade sul-africana esteve em risco de ter um "dia zero", ou seja, em que a água deixaria de correr nas torneiras, mas as boas práticas e os avisos do governo evitaram o pior.