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Reino Unido desvaloriza reuniões da UE

Reino Unido desvaloriza reuniões da UE
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Nas negociações na União Europeia é crucial ter o máximo de informação e fazer contactos pessoais, seja ao nível ministerial, diplomático ou técnico.

Mas o governo do Reino Unido deu indicações para que, a partir de 1 de setembro, esse pessoal só participe em reuniões cruciais.

Essas ausências durante dois meses antes da data do Brexit podem custar caro, diz uma analista.

"Quando não se está presente em certas reuniões, fica-se sem saber certos detalhes. Apanha-se umas coisas aqui e ali, mas não o que é dito nas pausas para café, nas conversas de corredor. O Reino Unido será Estado-membro apenas até 31 de outubro e seria sensato e pertinente que os diplomatas britânicos participassem no máximo possível de reuniões no período que antecede a saída”, disse, à euronews, Georgina Wright, do centro The Institute for Government.

Mas Boris Johnson quer fazer o contrário de Theresa May, que havia reforçado o pessoal diplomático em Bruxelas desde o referendo, para não perder pitada. O novo primeiro-ministro parece dispensar essa valiosa informação, crucial para debater os detalhes da futura relação com a União Europeia.

"A abordagem de Theresa May baseava-se no facto de saber que os diplomatas deixariam de participar nas reuniões depois do Brexit e que, por isso, devia reforçar a presença do pessoal em Bruxelas e nas embaixadas dos diferentes Estados-membros. Sabia que será muito mais difícil saber o que está a acontecer", acrescentou Georgina Wright.

Johnson prefere mostrar-se mais disponível para um Brexit a qualquer preço, com ou sem acordo, e quer que o pessoal político e diplomático se acostume, rapidamente, à ideia.

Nas reuniões em que seja preciso votar e não estejam presentes representantes britânicos, esse direito será exercido pela Finlândia, que preside à União Europeia até dezembro, por delegação de voto autorizada pelo governo do Reino Unido.

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