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Conte, Salvini e a política à italiana

Conte, Salvini e a política à italiana
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Em Biarritz, durante a cimeira do G7, o primeiro-ministro cessante de Itália reiterou, uma vez mais, que a aventura política ao lado da Liga chegou a fim. O anúncio de Giuseppe Conte pode ter provocado algum alívio entre os líderes europeus e dos EUA. Afinal de contas, o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, é fonte de desconfiança em alguns círculos.

A frente eurocética liderada por Salvini não conseguiu reunir o consenso preciso para criar uma coligação capaz de influenciar a agenda política em Bruxelas. Os EUA distanciaram-se gradualmente do líder da Liga. Washington não gostou do acordo entre Itália e a China por causa da Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative) e da aproximação gradual de Salvini à Rússia de Vladimir Putin.

Motivos mais do que suficientes para que a possível aliança entre o Movimento 5 Estrelas e o Partido Democrático para formar um novo governo em Itália seja vista como um mal menor. A confirmar-se esse cenário, Giuseppe Conte será o grande vencedor da crise despertada pelo anterior parceiro de coligação Matteo Salvini.

Na cidade francesa de Biarritz, vários líderes mostraram simpatizar com Conte. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, descreveu-o como um dos melhores exemplos de lealdade na Europa.

Ao nível interno, o nome de Conte continua a ser decisivo nas negociações de um novo Governo em Itália. Mas o primeiro-ministro cessante também está entre os candidatos ao cargo de Comissário Europeu.