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Limites à captura de elefantes selvagens para venda a zoos

Limites à captura de elefantes selvagens para venda a zoos
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A captura de elefantes selvagens para fornecer zoológicos fora de África está, a partir de agora, quase totalmente interdita.

A medida consta de uma resolução adotada, em Genebra, durante a 18.ª Convenção Internacional sobre Comércio de Espécies Selvagens Ameaçadas (CITES no acrónimo em inglês), com 87 votos a favor, 29 contra e 25 abstenções.

O texto foi aprovado depois de alterações introduzidas pela União Europeia.

"Fundamentalmente, as partes decidiram que se é um elefante africano, o destino apropriado é África. Mas o que mais preocupa a União Europeia - quiseram deixar bastante claro na linguagem do documento - é que se quiserem deslocar um elefante de Inglaterra para França poderão fazê-lo e não terão de o enviar de volta para África", sublinhou D.J. Schubert, biólogo do Animal Welfare Institute.

Para as organizações de defesa dos animais trata-se de "um marco importante." Para países como o Zimbabué, que obtém receitas significativas com a atividade e votou contra juntamente com os EUA, não é bem assim.

"O Zimbabué tem 84 mil elefantes. Temos uma capacidade de carga de 54 mil elefantes. Por isso, temos 30 mil a mais do que o nosso ecossistema pode sustentar. O efeito é termos de carregar esse fardo e os custos, que mais ninguém no mundo partilha connosco", explicou Munesushe Munodawafa, do Ministério do Ambiente, da Indústria do Turismo e Hospitalidade do Zimbabué.

Na prática, a captura e comércio estão limitados a situações em que os elefantes são destinados a programas de conservação na própria região onde são capturados ou para relocalização em áreas seguras onde possam permanecer em estado selvagem.