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Bolsonaro provoca mal-estar no Chile

Bolsonaro provoca mal-estar no Chile
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As críticas de Jair Bolsonaro à antiga Presidente do Chile, Michelle Bachelet, irritaram os partidos de oposição chilena mas também alguns líderes da coligação de centro-direita e o próprio presidente Sebastian Piñera.

A atual Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos tinha-se mostrado preocupada com o elevado número de pessoas mortas às mãos da polícia no Rio de Janeiro e falava num retrocesso na Democracia, no país, visível também no ataque às comunidades indígenas.O chefe de Estado brasileiro não gostou das críticas e foi duro nas palavras.

Para o presidente do Chile cada um tem direito às suas opiniões mas esses pontos de vista devem ser expressos com respeito pelas pessoas envolvidas. Sebastian Piñera distancia-se das palavras de Bolsonaro:

"Não partilho, de maneira alguma, da alusão feita pelo presidente Bolsonaro em relação a uma ex-presidente do Chile, especialmente, em relação a um tema tão doloroso quanto a morte do seu pai".

Depois de Bolsonaro foi o ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro a criticar, em comunicado, Bachelet acusando-a de proferir acusações falsas. No documento lê-se que a Alta Comissária devia "concentrar os seus esforços em assuntos mais urgentes" como a crise humanitária na Venezuela.

Será, aliás, o chefe da Diplomacia brasileira. Ernesto Araújo, que participará na cimeira presidencial sobre a Amazónia, que decorre na próxima sexta-feira na cidade colombiana de Letícia. Jair Bolsonaro não estará presente devido a uma intervenção cirúrgica.

As mortes no Rio de Janeiro

Entre janeiro e julho, a polícia do Rio de Janeiro matou mais de um milhar de pessoas, mais de cinco pessoas por dia, do que no mesmo período do ano passado.