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Polémica nos serviços de entrega ao domicílio

Polémica nos serviços de entrega ao domicílio
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Não são assalariados, não têm direito a subsídio de desemprego nem proteção social ou seguro em caso de acidente. São milhares a fazer entregas, de produtos variados, como refeições, para plataformas eletrónicas, maioritariamente jovens, pela Europa, em bicicleta, e o número de acidentes multiplicam-se enquanto as leis nacionais do trabalho não são aplicadas e há um vazio claro na legislação.

Tiziana Siciliano, Procuradora-adjunta, em Milão, afirma que "um fenómeno desta dimensão não pode ser ignorado", que ele "causa alarme, por motivos de segurança" e que é visível que não há um cumprimento de nenhuma medida preventiva no que diz respeito a acidentes de trabalho".

Há quem fale de escravidão moderna, outros advogam que as plataformas de entregas oferecem a possibilidade de acesso, rápido, a um emprego. Mas a que custo? Quem faz este tipo de serviços em países como França, onde serão cerca de 20 000, de acordo com estimativas, fez greve em agosto, por melhores condições de trabalho e por um aumento no valor que recebe por entrega, atualmente nos cerca de 5 euros, em média, em empresas que têm faturações que vão dos mais de 200 milhões de euros aos mais de mil milhões.

A Califórnia, nos EUA, é caso único. Há poucos dias foi aprovada uma lei que reconhece o estatuto destes trabalhadores.A juntar a todas estas questões há uma também preocupante. Em Itália foi um aberto um inquérito para averiguar também se estão a ser explorados emigrantes sem documentos, que estarão a pagar para conseguir trabalhar com o nome de um cidadão europeu. A polícia italiana já encontrou pelo menos trinta pessoas sem autorização de residência ou trabalho.