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Lesbos em estado de emergência pelo número de migrantes

Lesbos em estado de emergência pelo número de migrantes
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Sete barcos em 24 horas. Não param de chegar migrantes e refugiados à ilha de Lesbos, na Grécia. Os sete barcos transportavam 265 migrantes, provenientes da costa da Turquia. Quando puseram os pés em terra, os migrantes não esconderam as emoções de chegarem sãos e salvos, depois de uma travessia arriscada.

"Esperámos a noite toda até entrarmos para o barco, Não tínhamos nada para comer. Estava muito frio", contou Fazel, migrante afegão de 25 anos.

"Foi uma viagem muito difícil. Estávamos no meio do nada. Não tínhamos comida ou água", reforçou Mohammed, outro migrante afegão de 24 anos.

No final da viagem, uma mulher não escondeu a revolta pelas condições em que viajou e furou com uma faca o bote de borracha.

A ONG "Refugee Rescue" considera que não aumentou o número de chegadas a Lesbos. "Não penso que haja uma vaga inesperada de recém-chegados. As pessoas têm chegado a Lesbos desde 2015. O número de refugiados que chega depende de decisões políticas e táticas. Algumas vezes, as pessoas ficam bloqueadas e têm de esperar muito tempo e alguns decidem voltar para casa", diz Yiannis Skenderoglou, coordenador da «Refugee Rescue».

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) criou uma pequena unidade na costa para acolher os refugiados e os imigrantes. Chama-se Stage 2. Aqui, as pessoas recebem alimentos, são examinadas pelos médicos e descansam antes de partirem para o campo de Moria.

"Em setembro, mais de 10 mil pessoas chegaram às ilhas do mar Egeu. Quase cinco mil destas pessoas vieram para Lesbos. Este foi o mês com o maior número de chegadas desde a implementação da declaração conjunta entre a União Europeia e a Turquia em março de 2016. A ilha está em estado de emergência. O Governo grego, com o apoio da União Europeia, deve tomar medidas e transferir para o continente cerca de quatro mil refugiados e migrantes", afirmou Theodoros Alexelis, porta-voz do ACNUR em Lesbos.

"Muitos acreditariam que estas imagens são de 2015, mas quatro anos depois, os barcos de refugiados continuam a chegar à ilha. Estes refugiados afegãos vão ter de viver no campo de Moria, onde já estão 12 mil pessoas. Não será fácil, mas eles estão contentes por terem chegado à Europa", realça o correspondente da Euronews na Grécia, Apostolos Staikos.