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Racismo faz cair dirigente na Bulgária e provoca discussão com UEFA

Seleção inglesa debateu eventual abandoino do jogo na Bulgária devido aos "hooligans"
Seleção inglesa debateu eventual abandoino do jogo na Bulgária devido aos "hooligans" -
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REUTERS/Anton Uzunov// Action Images via Reuters/Carl Recine
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Os atos de racismo cometidos durante o jogo da seleção de Inglaterra na Bulgária, esta segunda-feira, já provocaram a queda do presidente da Federação búlgara e uma troca de argumentos entre o líder do governo britânico e a UEFA.

Através do Twitter, o primeiro-ministro Boris Johnson exigiu uma "ação rápida e forte" ao organismo que superintende o futebol para erradicar o racismo dos estádios.

O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, já respondeu e diz que "também os governos têm de fazer mais no combate ao racismo".

Na Bulgária, o primeiro-ministro Bokyo Borissov também não gostou de ver o comportamento dos compatriotas e, em consequência desta reincidência racista, exigiu a demissão do presidente da respetiva federação.

O ministro dos Desportos confirmou esta terça-feira de manhã a ordem do chefe de Governo para suspender o apoio à federação até à demissão do presidente.

O próprio Borislav Mihaylov confirmou a demissão pela tarde, através de uma publicação na página da Federação Búlgara de Futebol.

Durante o jogo desta segunda-feira, no Estádio Nacional de Sófia, o árbitro croata Ivan Bebek chegou a admitir parar a partida, confirmou o presidente da Federação inglesa.

"Que noite desapontante. Talvez uma das piores noites a que já assisti no futebol. O árbitro perguntou ao nosso selecionador se queria continuar. O Southgate disse-lhe para esperar pelo intervalo, faltavam quatro minutos, e iria falar com os jogadores. Em conjunto, decidiram continuar até ao fim. Queriam ganhar o jogo e não deixar que o racismo levasse a melhor", contou Greg Clark.

Desta vez, o racismo parece não ter levado a melhor. Ao intervalo, a Inglaterra já vencia 4-0. No final, ficou 6-0. Os ingleses ficam a apenas um ponto do Euro2020. A Bulgária já não tem hipóteses.

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