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Cimeira da UE sem consenso no alargamento aos Balcãs

Cimeira da UE sem consenso no alargamento aos Balcãs
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Portugal foi um dos Estados-membros críticos da falta de consenso na cimeira da União Europeia, quinta-feira, para dar luz verde ao início das negociações oficiais para a entrada no bloco da Albânia e da Macedónia do Norte, dois dos seis países da região dos Balcãs Ocidentais com essa aspiração (os restantes são a Sérvia, o Montenegro, a Bósnia-Herzegovina e o Kosovo).

O líder italiano, Giuseppe Conte, foi um dos mais contundentes: "No século XV, aqueles territórios e comunidades foram anexados ao Império Otomano. Após a Segunda Guerra Mundial ficaram sob o regime comunista. Estão há muitos anos à espera para entrar na União Europeia, que é a sua ambição. Este dia será recordado como um erro histórico".

França é o país que impede o consenso, apesar da Comissão Europeia dizer que os critérios de base estão cumpridos.

É preciso esperar, diz Macron

Emmanuel Macron explicou a sua posição, após uma reunião com a chanceler alemã, na passada quarta-feira: "Existem algumas questões que têm de ser resolvidos com esses países, nomeadamente a da migração. E a Comissão também tem algumas exigências. Partilho a visão geopolítica da chanceler alemã sobre a importância estratégica destes países e gostaria de enviar uma mensagem positiva às suas populações".

"Mas para ser honesto, mesmo levando em consideração todas as discussões que tivemos, tudo me leva a crer que precisamos de mais tempo para fazer o processo corretamente", acrescentou.

Tal como o seu homólogo da Macedónia do Norte, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, deslocou-se por estes dias a Bruxelas e mostrou-se desiludido com o novo adiamento da promessa.

"Há uma luta interna na União Europeia em diferentes abordagens. E sofremos os potenciais danos colaterais dessa luta interna", disse Rama, em entrevista à euronews.

Costa: o exemplo negativo da Turquia

França exige, mesmo, rever toda a metodologia do processo de alargamento para o futuro, mas o primeiro-ministro de Portugal considera que a União está a minar a sua própria credibilidade e já cometeu o mesmo erro no passado.

"Eu espero que a UE tenha aprendido com o que aconteceu com a Turquia nos últimos anos e quais são as consequências de manter em aberto durante décadas expectativas frustradas. E, portanto, há uma altura em que a resposta tem de ser conclusiva, de avançar ou de encerrar, porque senão isso tem consequências muito negativas numa região que é muito sensível, que é muito instável, e onde seguramente temos condições para contribuir para a sua estabilização, e não para a sua maior instabilidade", disse António Costa.

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