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Camião do terror. 39 pessoas mortas em câmara frigorífica

Polícia e equipas forenses junto do camião que transportava 39 pessoas numa câmara frigorífica
Polícia e equipas forenses junto do camião que transportava 39 pessoas numa câmara frigorífica -
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REUTERS/Peter Nicholls
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"Uma descoberta trágica" - A expressão é utilizada pela polícia britânica para classificar o cenário encontrado no atrelado de um camião, num parque industrial em Grays, a cerca de 30 quilómetros de Londres. 39 pessoas foram encontradas mortas no contentor frigorífico.

Quem são? De onde vinham? Porque morreram?

Perguntas para já sem resposta. Pippa Mills, subchefe da Polícia de Essex, garante que há uma mobilização das autoridades para esclerecer as circuinstâncias destas mortes. "Os serviços de emergência estiveram no local, mas infelizmente todas as 39 pessoas dentro do contentor tinham morrido. Os primeiros indícios sugerem que há um adolescente e o resto serão adultos. Esta é uma enorme tragédia e um dia muito triste para a polícia e para a comunidade local," afirmou em conferência de imprensa.

Consternação à escala global

No parlamento, governo e deputados prestaram homenagem às vítimas. Boris Jonhson foi porta-voz da consternação. "Esta é uma tragédia inimaginável e muito triste. Sei que os pensamentos e orações de todos estão com quem perdeu a vida e com as suas famílias," disse o primeiro-ministro britânico.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, espera que os responsáveis sejam encontrados e presentes à justiça.

António Vitorino, diretor-geral das migrações, sublinha que "esta tragédia revela os riscos que as pessoas estão dispostas a correr".

O motorista, de 25 anos e natural da Irlanda do Norte, foi entretanto detido. Pode vir a ser acusado de homicídio. O contentor de carga está registado na Bulgária, em nome de uma empresa detida por uma mulher norte-irlandesa - uma informação do ministério búlgaro dos Negócios Estrangeiros.

Sabe-se que o atrelado esteve em Bruges, na Bélgica, antes de chegar ao Reino Unido. A polícia de Essex definiu como prioridade a identificação dos cadáveres e apelou ao envio de qualquer informação que possa esclarecer as circunstâncias desta viagem e destas mortes.

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