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África conta com o apoio da Rússia

A primeira cimeira África-Rússia teve lugar em Sochi
A primeira cimeira África-Rússia teve lugar em Sochi -
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Sergei Chirikov via REUTERS
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África e Rússia acertam o passo em termos estratégicos e económicos. Em Sochi, 44 chefes de Estado e de governo mostram-se empenhados em reconfigurar as relações que os unem.

O presidente sul-africano sublinhou a identidade global que o continente ganhou. Para Cyril Ramaphosa, "esta cimeira assinala que África se eleva enquanto continente. Somos agentes profundamente comprometidos no plano internacional e um continente pronto para o investimento e comércio."

O governo russo anunciou o perdão de 20 mil milhões de dólares de dívida dos países africanos. Mas para o Presidente russo, a emancipação do continente passa por um reforço da capacidade de ultrapassar os obstáculos. Vladimir Putin garante que para lá do apoio que Moscovo pode prestar, "seguimos invariavelmente um príncipio: problemas africanos; soluções africanas".

África de língua portuguesa em Sochi

Cabo Verde, Moçambique e Angola fizeram-se representar ao mais alto nível. De acordo com dados oficiais, só entre Moscovo e Luanda, o volume de negócios subiu 42% desde março e representa mais de 38 milhões de dólares. João Lourenço, o presidente angolano, quis olhar para o futuro e diz contar com a Rússia para a desejada revolução industrial no continente. "Há hoje uma nova visão dos líderes e dos principais actores da vida política, conómica e social em África que, cansados da simples exportação dos nossos recursos minerais em estado bruto, defendem a necessidade da insdustrialização do continente, como condição incontornável para o seu desevolvimento," afirmou o chefe de Estado angolano.

A cimeira Rússia África termina esta quinta-feira. À margem da reunião na cidade russa de Sochi decorre uma feira de armamento.

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