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Tráfico humano pelo Canal da Mancha aumenta

Tráfico humano pelo Canal da Mancha aumenta
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As imagens de migrantes no mar Mediterrâneo tornaram-se numa constante da atualidade, mas o problema está longe de afetar apenas o sul da Europa. Também no norte de França, o tráfico de pessoas está a multiplicar-se.

A família de Ebrahimi - um casal de curdos e três crianças - vem do Irão, Foi resgatada no Canal da Mancha. O destino, pelo qual pagaram três mil euros, era o Reino Unido.

Pelo Canal da Mancha, 34 quilómetros separam França de Inglaterra. Nos últimos anos, as tentativas de o atravessar aumentaram. De 12, em 2017, para 71, em 2018. E, só este ano, até à data da reportagem, já foram registadas 237 ocorrências, mais do triplo do ano anterior.

Sébastien Maréchal, da brigada náutica de Calais, França, testemunha quase diariamente os perigos da travessia. "Quanto mais se afastam da costa, mais perigosas se tornam as condições. E o risco aumenta quando um cargueiro passa, porque gera ondas e turbulência que, metade das vezes, fazem os barcos pequenos virar".

Para travar a entrada ilegal de migrantes, o Reino Unido financiou com sete milhões de euros o aumento de vigilância no norte de França. Equipas da polícia fazem agora a vistoria da zona costeira, a pé, ou com drones. Os traficantes têm barcos preparados muito perto das praias.

Pela primeira vez, em outubro deste ano, duas pessoas apareceram mortas na costa francesa, na sequência de afogamento durante a travessia. Estima-se que, até então, mais de 1400 migrantes tenham chegado, de forma ilegal, ao Reino Unido.

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