Audiências para destituição de Trump revelam novas informações

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De  Ana Serapicos com Reuters
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William Taylor, embaixador interino dos EUA em Kiev, revelou que Trump estaria "mais importado com as investigações ao filho de Joe Biden" do que com a ajuda militar à Ucrânia

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O que até então foi feito à porta fechada, é agora transmitido na televisão. Os EUA estão de olhos postos nas audiências públicas sobre o processo de destituição de Donald Trump.

Perante um juramento, figuras da política testemunham argumentos que servem ao Partido Democrata de provas e razões para tirar Trump do poder.

William Taylor, embaixador internino dos EUA em Kiev, uma das peças-chave para a investigação, testemunhou perante todos informações até então desconhecidas. Taylor revelou que Trump estaria "mais preocupado com a investigação sobre Biden" do que com a ajuda militar que iriam fornecer à Ucrânia.

"Depois da chamada com Trump, um membro da minha equipa perguntou ao embaixador o que o presidente pensava sobre a Ucrânia. O embaixador respondeu que Trump estava mais preoupado com as investigações sobre Biden."
William Taylor
Embaixador dos EUA na Ucrânia

O processo de Destituição do presidente norte-americano começa quando surgem acusações de que Trump tivesse feito chantagem com a Ucrânia para pressionar investigações sobre o filho de Joe Biden em troca de ajuda militar.

A alegada ação também foi condenada por George Kent, especialista em assuntos ucranianos no Departamento de Estado, o qual também testemunhou no primeiro dia da audiência.

George Kent admitiu não acreditar "que os EUA devam pedir a outros países que se envolvam em investigações politicamente associadas a processos contra oponentes", por tais ações prejudicarem "o estado de direito".

REUTERS/Jonathan Ernst
William TaylorREUTERS/Jonathan Ernst

Republicanos e Donald Trump falam de uma "caça às bruxas"

Mas as palavras não convencem os republicanos que falam de um "teatro" montado pelo Partido Democrata.

Devin Nunes, representante republicano, admitiu na audiência que "qualquer pessoa que conheça a vontade dos democratas de irem contra Trump" irá conseguir estar atenta aos "sinais típicos" de que todas as acusações feitas pelos representantes do departamento de Estado foram "cuidadosamente orquestradas".

A processo de destituição vem criar um terreno sensível para Donald Trump. Se um terreno positivo ou não, isso, ficará para responder nas eleições de 2020.

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