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Chilenos continuam a protestar nas ruas da capital

Chilenos continuam a protestar nas ruas da capital
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REUTERS/Henry Romero
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Os chilenos voltaram a sair às ruas segunda-feira. Um protesto que começou pacífico mas que acabou com manifestantes a entrarem em confronto violento com as forças de segurança, em Santiago, ainda que com menos tensão do que a que se viveu nas últimas semanas.

Foi há um mês que começaram os protestos espontâneos no país. Uma movimentação social, a mais grave das últimas três décadas de democracia no Chile.

A nova manifestação é a demonstração de que a nova agenda social, anunciada pelo governo de Sebastián Piñera, e o acordo parlamentar alcançado na sexta-feira, para a realização de um referendo sobre a criação de uma nova Constituição e sobre quem deve escrevê-la, não é aquilo que os chilenos procuram.

Mas é a violência, os saques, os incêndios, a destruição que têm, de facto, marcado a atualidade no país. Há quem acredite que os meios justificam os fins e há quem diga que no final os afetados são os chilenos:

"Não concordo com os excessos e a destruição, mas é o único caminho para que o governo, o presidente, ouçam o que o povo precisa", desabafa um jovem.

"O Chile está adormecido há muitos anos", diz outro chileno.

"Manifestantes passivos, sim, mas muitos prejuízos... quem é que são os afetados? Nós", conclui uma chilena.

O que está a viver-se no Chile faz parte de um clima social e político explosivo que se estende a outros países da América Latina, mas com perigos:

"Hoje, a temperatura na América Latina está está mais escaldante que o habitual, estamos a assistir a demissões presidenciais, a revoltas nas ruas que estão, consequentemente, a encurralar as elites. E o grande perigo de tudo isto é o surgimento da oferta populista", explica o analista Mauricio Morales.

A violência e repressão que já fizeram, pelo menos, 23 mortos e mais de 2300 feridos, em todo o país. Há centenas de queixas de abuso, tortura, violência sexual e homicídios contra as forças de segurança do país que estão a ser investigadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

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