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'Black Friday' contestada em França

'Black Friday' contestada em França
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REUTERS/Stephanie Keith/File Photo
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A "Black Friday" está a ser contestada em França. A antiga ministra do ambiente, Delphine Batho, quer introduzir uma alteração à lei de modo a proibir, no país, este dia de promoções.

A antiga governante considera a Black Friday, ou Sexta-feira negra, uma "prática comercial agressiva".

Este dia de promoções teve origem nos Estados Unidos da América e, aos poucos, generalizou-se pelo globo, e precede a temporada de compras natalícias.

Batho quer que a proibição da Black Friday seja discutida em dezembro, no Parlamento francês. A ex-ministra defende que este dia de saldos tem um custo muito elevado para o ambiente.

"Há dois problemas de facto. O primeiro é o balanço ecológico da Black Friday. Por exemplo, no ano passado, em França, a entrega de encomendas e produtos adquiridos na Internet, com todas as emissões de gases com efeito de estufa e de transportes associadas, multiplicou-se por dez. O outro problema, esta é uma forma de enganar o consumidor, uma vez que existem muitas promoções falsas».

A atual ministra gaulesa da Transição Ecológica apoia a iniciativa. Para Élisabeth Borne, o argumento de que a Black Friday impulsiona a economia não se sustenta pois diz que os maiores lucros vão para as grandes plataformas de vendas em linha.

"Esta manhã, tive testemunhos de pequenos comerciantes em Poitou que me disseram que, na verdade, eles não eram de todo vencedores neste caso... Que estavam bem cientes de que havia uma forma de bloqueio dos grandes mastodontes do comércio eletrónico em detrimento do pequeno comércio, mas que foram, de alguma forma, obrigados a seguir a ditadura da Black Friday», conta Delphine Batho.

Em França, cerca de 600 marcas decidiram boicotar o dia de promoções. Estima-se que a Black Friday gere um volume de negócios na ordem dos 5 mil e 900 milhões de euros, com cada família gaulesa a gastar, em média de 239 euros.

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