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O fim da ditadura na Roménia

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O fim da ditadura na Roménia
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No dia 15 de dezembro de 1989, foi organizado um protesto em Timisoara contra a tentativa de prender o pastor László Tőkés, uma figura simbólica de defesa dos direitos humanos.

No dia seguinte, milhares de pessoas juntaram-se ao protesto que se transformou numa manifestação anticomunista. O regime enviou tropas do exército para a cidade porque a polícia não conseguiu dispersar a multidão.

Nessa altura, Iván Barabás trabalhava na televisão pública da Hungria. Foi enviado para fazer uma reportagem em Bucareste mas ficou retido em Timisoara.

“Havia uma multidão enorme em Timisoara. As forças do governo e os soldados entraram em confronto com os manifestantes na Praça da Ópera. Ouviam-se tiros e havia lutas na rua. E então decidimos parar de filmar e fomos para um hotel. Alguém disparou da rua para o nosso quarto no segundo andar. Foi um tiro certeiro, mas tivemos sorte. Eles atiraram na sombra por causa da cortina entre os meus colegas, o repórter de imagem e o jornalista”.

Em 1989, József László era chefe de redação de uma rádio húngara. Nesse dia, receberam um contacto de um repórter de uma estação de rádio austríaca. Rapidamente, milhões de pessoas foram informadas sobre a situação na Roménia.

"Traduzi o alemão e colocámos a reportagem no jornal do meio-dia, que tinha um milhão de ouvintes nessa altura. Nas horas seguintes teve um efeito bomba: cerca de 40 canais de rádio e televisão no mundo pediram e divulgaram o material, o que provou pela primeira vez que eles dispararam contra a multidão em Timisoara. E depois, começou a revolução”.

A resposta dura do governo provocou manifestações cada vez maiores. Havia protestos em todo o país. No dia 21 de dezembro, as manifestações chegaram à capital. Alguns dias depois, a revolução acabou com o domínio comunista de quatro décadas na Roménia.