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Primeiro-ministro ignora Escócia e oposição relembra Donald Trump

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Boris Johnson liderou o Governo no primeiro debate após o Discurso da Rainha
Boris Johnson liderou o Governo no primeiro debate após o Discurso da Rainha   -   Direitos de autor  ASSOCIATED PRESS/ Frank Augstein
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Boris Johnson abriu a legislatura com a defesa do programa de governo revelado pelo discurso da Rainha. Cumprir o Brexit é a prioridade num reino que espera manter unido, com a oposição a recuperar a aproximação comercial ao aliado conservador nos Estados Unidos.

O primeiro-ministrio britânico ignorou por completo a carta enviada horas antes pela chefe de Governo da Escócia, Nicola Sturgeon, pedindo um referendo de independência para um país que votou pela permanência na União Europeia no referendo de 2016.

À interpelação de um deputado escocês sobre a carta, Boris Johnson foi peremptório a rejeitar a desunião do reino sem falar da carta: "Este governo vai tornar mais fortes a Inglaterra, a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte."

Perto do final do discurso de defesa do programa, Johnson deixou ainda no ar a possibilidade de construção de uma ponte a ligar a Escócia à Irlanda do Norte pelo Estreito de Moyle. "Tudo o que posso dizer é que uma ideia muito interessante", afirmou o primeiro-ministro perante a pergunta de um deputado do Partido Democrático Unionista, da Irlanda do Norte.

As prioridades do Governo, no entanto, são outras.

"Este é o momento de retribuir a confiança daqueles que nos colocaram aqui, ao cumprir as prioridades do povo com o mais radical dos discursos da rainha numa geração. Se há uma lição a retirar desta campanha eleitoral, uma mensagem que ouvi em todos os cantos destas ilhas, não é apenas que o povo britânico pretende que este governo cumpra o Brexit -- eles querem -- mas também querem que a política e o país avancem", disse Boris Johnson perante o novo Parlamento britânico.

O ainda líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn acusou entretanto Boris Johnson de ter voltado a colocar o Reino Unido à beira do precipício económico de um não acordo no Brexit ao exigir passar uma lei que impede a extensão do período de transição.

"Não só recuperou a ameaça de um 'não acordo' no final de 2020, o que poderá dizimar a indústria e destruir o emprego das pessoas, mas essa ameaça está agora escrita na proposta de lei do Acordo de Saída. O primeiro-ministro mostrou uma e outra vez que a prioridade dele é um acordo tóxico com Donald Trump", afirmou Corbyn, em nome da oposição trabalhista.

O Governo Conservador de Boris Johsnon tem agora uma maioria de 80 deputados no Parlamento britânico e pouca ou nenhuma oposição para passar as medidas que desejar.

O Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla original) e tornar o Reino Unido grande outra vez depois do Brexit parecem ser as grandes prioridades do novo executivo.