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Músico transmontano faz guitarras com latas de óleo

Músico transmontano faz guitarras com latas de óleo
Direitos de autor © 2019 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.FRANCISCO PINTO
Direitos de autor © 2019 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
De  Ricardo Figueira com LUSA
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Tradição iniciada por "Tiu Lérias" há mais de 70 anos é ressuscitada por Paulo Meirinhos, dos Galandum Galundaina.

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Miranda do Douro é terra de gaitas, mas agora também de guitarras - guitarras especiais fabricadas por Paulo Meirinhos, um dos membros do grupo Galandum Galundaina, a partir de latas de óleo. A ideia nasceu há mais de 70 ano pela mão de Francisco dos Reis Domingues ("Tiu Lérias", 1909-1993), um músico histórico da terra que Meirinhos quis agora homenagear.

O legado deixado por Francisco dos Reis Domingues consta das recolhas do etnomusicólogo francês Michel Giacometti e de filmes dedicados à cultura do Nordeste Transmontano.

O "guitarro", como assim é designado o instrumento musical, é composto por uma lata estilo 'vintage' que no passado serviu para transportar lubrificantes ou produtos alimentares, à qual se lhe acrescenta um braço com escala musical feito numa fábrica em Braga, e diversos componentes elétricos e eletrónicos, e que em conjunto emanam um som "único e característico".

"Juntei-lhe alguns componentes eletrónicos, para aproveitar os recursos de hoje, mas o essencial do som sai da lata", explica o músico.

A sonoridade única do "guitarro" pode ser ouvida nas canções dos Galandum Galundaina, um grupo já com 23 anos de carreira e quatro álbuns.

O característico som da lata, que após amplificado, marca a diferença, principalmente nos sons mais agudos, em que "o torna agradável ao ouvido e harmónico no acompanhamento de outros instrumentos como a sanfona, as percussões ou até mesmo uma gaita-de-foles", disse o músico à Agência LUSA.

Para além da construção deste tipo de instrumento de cordas, o musico também constrói réplicas medievais como a rabeca e o rabel. Paulo Meirinhos também excuta os tradicionais pandeiros mirandeses, que têm várias formas e são introduzidos nas músicas de vários cancioneiros regionais, um pouco por toda a Península Ibérica, dadas as muitas semelhanças sonoras.

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