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Mais de 170 mil casos de violação dos direitos das crianças no mundo

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Burkina Faso, simulação de ataque
Burkina Faso, simulação de ataque   -   Direitos de autor  USUNIC
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Na última década houve mais de 170.000 casos de violação dos direitos dos menores de idade, em cenários de guerra e desastre. Os números são da UNICEF. De acordo com a diretora executiva da organização os conflitos, por todo o mundo, estão a durar mais tempo, a causar mais derramamento de sangue e a reclamar mais vidas entre os mais jovens.

A Convenção sobre os Direitos da Criança, firmada em 1989, continua a ser posta em causa com uma média de 45 violações destes direitos fundamentais todos os dias, nos últimos dez anos, esclarece o organismo que faz parte das Nações Unidas.

"Em conflitos e desastres as crianças são as primeiras a sofrer e também as que mais sofrem. Atualmente, uma em cada quatro crianças no mundo vive numa área de conflito ou desastre, facto que deve chocar-nos (...). Todas essas crianças têm um futuro incerto pela frente".
UNICEF

Em todo o mundo, escreve a UNICEF mais de 30 milhões de crianças foram deslocadas devido a conflitos armados.

Muitas delas estão a ser escravizadas ou são vítimas de tráfico, abuso e exploração. Outras vivem numa espécie de "limbo", sem estatuto oficial de imigrantes, acesso a educação ou assistência médica.

As crianças de países como a Síria, Afeganistão, Iraque, Iémen, Somália, República Democrática do Congo, República Centro Africana, Venezuela, as da etnia rohingya, refugiadas no Bangladesh, são das mais afetadas.

No início do mês a UNICEF falava em emergência humanitária, 3,8 mil milhões de euros para 2020, são necessários para apoiar 59 milhões de crianças que precisam de ajuda em 64 países no mundo.

Só nos primeiros seis meses de 2019 foram registados mais de 10.000 casos de violações dos Direitos Humanos, mas a UNICEF diz que o recrudescimento dos conflitos pode querer dizer que o número é bem mais elevado.

Nome do jornalista • Nara Madeira

Editor de vídeo • Nara Madeira