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Ex-patrão da Nissan foge para o Líbano

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Ex-patrão da Nissan foge para o Líbano
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Carlos Ghosn fugiu do Japão no momento em que estava a ser julgado por irregularidades financeiras, enquanto esteve no comando da marca.

O antigo patrão da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi partiu rumo ao Líbano e já aterrou em Beirute. Em comunicado esclarece que decidiu fugir para não ser "refém" de um sistema judicial onde "prevalece a presunção de culpa". Ghosn acrescenta que não fugiu da Justiça mas da "injustiça e da perseguição política".

Numa declaração, escrita em francês, Ghosn garante que o sistema judicial japonês é baseado numa "discriminação generalizada" em que os "Direitos Humanos são violados", o que "é um desrespeito absoluto pelas leis e tratados internacionais".

O empresário franco-brasileiro, de origem libanesa, promete falar, livremente, aos meios de comunicação social na próxima semana.

Ghosn, de 65 anos, era até ao ano passado uma das figuras mais poderosas do setor automóvel, a nível mundial. Foi detido, pela primeira vez, em novembro de 2018. Acabou por sair sob fiança em abril último enquanto decorria o processo. Terá deixado o país com uma identidade falsa num avião particular.