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Pedro Sánchez preparado para governar

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Pedro Sánchez preparado para governar
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Mais uma assinatura e mais um passo em direção ao novo governo. O primeiro-ministro interino, Pedro Sánchez, e o líder do Unidas Podemos, Pablo Iglesias, voltaram a unir esforços e assinaram, segunda-feira, novo acordo. A base para a formação de um governo, uma coligação progressista, de cariz social e anti-austeridade:

"Acreditei sempre que em política não basta existir, é preciso agir e avançar com os meios disponíveis, aqui e agora. Este programa representa a nossa vontade conjunta, a do partido Socialista e do Unidas Podemos, não apenas de ser governo mas de governar", afirmou o chefe interino do executivo madrileno.

Com este anúncio, Sánchez mostra-se convencido de que tem o apoio necessário para ser investido e continuar a chefiar o executivo espanhol,. Principalmente, depois de a Procuradoria-Geral ter pedido ao Supremo Tribunal a libertação do líder independentista catalão, Oriol Junqueras, para que este possa ocupar o seu lugar no Parlamento Europeu. O Tribunal de Justiça da União Europeia tinha determinado que o político deveria gozar da imunidade parlamentar que o cargo lhe permite. Ainda que a questão possa não estar, ainda, concluída.

Os novos desenvolvimentos agradam à Esquerda Republicana que realiza, na quinta-feira, uma reunião do seu conselho nacional e tudo parece encaminhar-se para uma abstenção dos 13 deputados da formação de Junqueras, importante para os planos de Sánchez que terá o apoio dos nacionalistas bascos.

Após quatro eleições em quatro anos, Espanha parece, finalmente, encontrar uma saída com um governo que se propõe, e entre outras coisas, subir os impostos sobre as empresas e sobre receitas superiores a 130.000 euros, aumentar o salário mínimo até atingir os 1.200 euros e revogar, parcialmente, a reforma da lei do trabalho.