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Intervenção dos EUA no Iraque pode comprometer aliança contra o DAESH

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Intervenção dos EUA no Iraque pode comprometer aliança contra o DAESH
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A decisão dos EUA impulsionarem a ação das suas forças militares no Iraque, nos últimos dias, que levou à morte do general iraniano Qassem Soleimani, levanta muitas questões sobre a permanência, de longo prazo, destas tropas, e das dos seus aliados, na região.

O Pentágono diz que ainda não foi tomada uma decisão sobre uma retirada de tropas e há sinais que indicam uma ausência de estratégia.

Rob Malley, Presidente do International Crisis Group acredita não ser o "único a pensar que o secretário Pompeo está enganado, quando diz que estamos mais seguros hoje. Ouvimos aquilo das ameaças contra os americanos no Médio Oriente, no Golfo e, talvez, noutros lugares. Por que motivo os americanos estariam a ser levados do Iraque se o perigo não fosse hoje maior?" - pergunta o politólogo e especialista na resolução de conflitos.

O parlamento iraquiano quer a saída das tropas dos EUA do país, e já votou esta decisão, o que perturbou os países europeus que participam na coligação contra o grupo Estado Islâmico. A Alemanha, que conduz missões de treino, e que teme transformar-se num alvo, é um deles:

"O facto é que mesmo aqueles que, por exemplo, estão envolvidos numa missão de treino pararam de fazê-lo. Toda a coligação que luta contra o DAESH está, atualmente, parada e, portanto, a segurança dos nossos soldados, que estão lá, é a maior prioridade", afirma o chefe da Diplomacia alemã, Heiko Maas.

Em contraste, França que tem sido um aliado fundamental nesta luta, tranquilizou a Casa Branca e o milhar de soldados que tem na região. Sibeth Ndiaye, a porta-voz do governo francês, explica que o presidente Macron "lembrou, evidentemente", que o país se mantém firme "na luta contra o Daesh e que é importante manter uma presença militar francesa na região", acrescenta que o chefe de Estado teve a "oportunidade de conversar, telefonicamente, com algumas das partes envolvidas para apelar ao fim das hostilidades".

Mas há poucas dúvidas de que o que resta do grupo Estado Islâmico, que chegou a controlar vastas áreas do Iraque, será incentivado pelo aparente enfraquecimento da coligação ocidental.

Além disso, a possibilidade de milícias pró-iranianas, no Iraque, se revoltarem-se contra os EUA e os seus aliados poderá dar força a eventuais tentativas de recuperar terreno.