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Trump: "Soleimani devia ter sido abatido há muitos anos"

Trump: "Soleimani devia ter sido abatido há muitos anos"
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AP
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O presidente americano escreveu no Twitter que Soleimani "é responsável pela morte de milhões de pessoas" e que já "devia ter sido abatido" há muito tempo. Israel veio prontamente apoiar a decisão de Trump. França e Alemanha apelam à contenção.

Como não podia deixar de ser, o que sabemos da reação de Donald Trump, sabemo-lo através do Twitter. Numa série de publicações, o presidente americano escreveu que "o General Qassem Soleimani matou ou feriu milhares de americanos" e "foi direta e indiretamente responsável pela morte de milhões de pessoas, incluindo manifestantes no Irão. Mesmo que o Irão não o admita, Soleimani era odiado no país". E termina: "Devia ter sido abatido há muitos anos".

Um discurso muito idêntico ao do primeiro-ministro israelita. "Qassem Soleimani é responsável pela morte de cidadãos americanos e de muitas outras pessoas inocentes. Ele estava a planear mais ataques. O presidente Trump tem todo o mérito por agir rapidamente e de forma decisiva", declarou Benjamin Netanyahu.

No Líbano, o líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, deixou bastante claro que o grupo xiita pretende continuar o caminho de Soleimani e garantiu: "os assassinos criminosos" do general iraniano terão "o castigo certo".

Da Europa chega a posição do governo francês, com apelos à moderação. "Sim, acordámos num mundo mais perigoso. A escalada militar é sempre perigosa. É perigosa em todas as frentes. Por isso é que França procura sempre condições para a estabilidade e vai continuar a fazê-lo", afirmou Amélie de Montchalin, secretária de Estado dos Assuntos Europeus.

A Alemanha apontou responsabilidades mas também falou em mitigar o contexto. Segundo Ulrike Demmer, vice-porta-voz do governo, "a ação americana é uma reação a uma série de provocações da responsabilidade do Irão. Estamos num patamar perigoso nesta escalada. Cabe-nos a nós ajudar a acalmar a situação, com prudência e contenção."

Os soldados alemães que estão ainda no Iraque, onde dão formação aos militares locais, receberam ordens para não saírem das bases onde se encontram.

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