Última hora
This content is not available in your region

Governo responde a aumento de agressões a médicos e enfermeiros

Governo responde a aumento de agressões a médicos e enfermeiros
Direitos de autor
TIAGO PETINGA/LUSA/Arquivo
Tamanho do texto Aa Aa

O governo português apelou a todos os profissionais de saúde e instituições que participem casos de agressões contra médicos e enfermeiros. A mensagem do secretário de Estado da Saúde, António Sales, que condenou também "todas as formas de violência", surge depois do último caso registado na madrugada de quarta-feira no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde uma enfermeira foi agredida, um dia depois da ministra da Saúde anunciar a criação de um novo Gabinete de Segurança para gerir essas situações.

Maria Temido, ministra da Saúde: "Há aqui várias áreas de intervenção, desde logo aspetos preventivos, mas também aspetos de acompanhamento de incidentes. E também aspetos de identificação de risco de instalações, aspetos de formação dos próprios profissionais de saúde para, no fundo, encontrar alternativas de diálogo para situações que se venham a revelar como episódios de violência."

Uma medida insuficiente, segundo a Orgem dos Enfermeiros e que também foi recebida com ceticismo pela classe médica.

Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos: "A ideia com que fico é que esse gabinete de segurança, que vai funcionar junto da senhora ministra da Saúde e que vai ter um oficial de segurança que vai poder acompanhar e estar junto dela, serve mais para proteger a ministra da Saúde, do que propriamente para proteger os profissionais que estão no terreno, por todo o país."

Segundo dados oficiais divulgados no início da semana, foram comunicados quase mil casos de violência contra profissionais de saúde até ao fim de setembro de 2019, um número equivalente à totalidade de 2018. Para a Federação Nacional dos Médicos, o aumento nos episódios de violência é indicador da existência de graves falhas nos sistemas de seguranças das instituições.

A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.