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O Irão, a UE e o desafio de falar a uma só voz

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O Irão, a UE e o desafio de falar a uma só voz
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Durante a última semana, uma vaga de mísseis iranianos atingiu várias instalações norte-americanas no Iraque.

Foi a resposta de Teerão ao assassinato do chefe máximo das forças armadas iranianas pelo Pentágono.

Mas para a União Europeia, a semana foi marcada pela luta para falar a uma só voz e também para ser ouvida.

Esta quinta-feira, o novo presidente do Conselho Europeu, de visita à Croácia, rejeitou essas acusações e insistiu que a UE iria ter um papel mais importante.

"O acordo nuclear iraniano não é um tratado perfeito. Não é um acordo perfeito. Mas foi negociado ao longo de mais de 10 anos. Significa que é um canal de comunicação. E foi por isso que tive a oportunidade de falar, de manter uma longa conversa com o presidente Rohani para ver como é que a União Europeia pode ter um papel mais forte na região", afirma Charles Michel, presidente do Conselho Europeu.

Segundo o editor político da euronews, Darren McCaffrey, nos últimos anos, a União Europeia, esteve dividida a propósito da questão do Irão.

De um lado está o presidente norte-americano determinado em colocar um ponto final no acordo assinado e do outro lado, o regime iraniano determinado em responder através do aumento das tensões na região.

Ao ocupar o centro deste conflito, o poder e influência da UE praticamente desapareceu.

Neste debate, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán é a voz dissonante.

"Eu gostaria de ver a posição europeia, que não é clara quanto ao Irão, se orientasse mais para o lado israelita e norte-americano. Na sexta-feira gostaria que a distância diminuísse entre a posição europeia e os anglo-saxónicos, ou digamos, a posição israelita e norte-americana. Acho que devíamos ir nesta direção", afirma Viktor Orbán, primeiro-ministro húngaro.

Mas na Croácia, os políticos discordam.

"Devemos ter a nossa posição no que toca ao Irão e falar a uma só voz, a voz da União Europeia. E se falarmos a uma só voz e aceitarmos a posição norte-americana, então tudo bem. Mas vamos primeiro definir a nossa posição", adianta Miro Kovač, o presidente do comité de relações externas do parlamento croata.

O debate está aberto sobre os próximos passos a tomar. No entanto, se o conflito aumentar é provável que a União tenha que abandonar o centro e tomar partido.