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Ministério público pede 8 anos de prisão para padre pedófilo

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O padre francês, Bernard Preynat, autor-confesso de crimes de abuso sexual a menores durante décadas
O padre francês, Bernard Preynat, autor-confesso de crimes de abuso sexual a menores durante décadas   -  
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PHILIPPE DESMAZES / AFP
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Está marcada para 16 de março a leitura da sentença de Bernard Preynat, o padre francês que durante duas décadas abusou sexualmente de dezenas de escuteiros.

O ministério público pediu a condenação com oito anos de prisão. Para as vítimas do sacerdote a justiça faz-se com a pena máxima. "O procurador levou em conta a dor das vítimas. Transmitiu ao senhor Preynat que ele tem uma grande responsabilidade pelo que vivemos com ele e pelo resto das nossas vidas. Por isso espero pela pena máxima e que ele dedique tempo a refletir sobre tudo o que fez," defendeu no final Anthony Gourd, uma das vítimas.

O caso já levou à condenação do antigo Bispo de Lyon, Philippe Barbarin, por encobrimento de crimes de abuso sexual.

Preynat acabou por confessar os crimes de que é acusado. Para o ministério público, este processo deve fazer jurisprudência, valorizando os crimes e desvalorizando o facto de ter sido praticados entre 1971 e 1991.

Jean Boudot, advogado de uma das vítimas, subcreve a acusação. "O ministério público considerou que a gravidade dos factos, extremos em termos de número e de efeitos, se sobrepõe a tudo o resto. O tempo que passou, a idade do réu e a confissão pesam pouco quando falamos de crimes tão graves," afirma.

O tempo que passou faz com que a maior parte dos crimes de que o padre é acusado tenham prescrito. O advogado de Preynat defende que a absolvição pode ser uma oportunidade de reabilitação. "Penso que este homem está num estado de solidão absoluta. Está sozinho, com o seu passado e ofensas. Regressar à comunidade dos homens pode ser uma nova conversão," diz Frédéric Doyez.

Bernard Preynat está prestes a fazer 75 anos. Vem de uma família conservadora e confessou ter cometido a primeira agressão sexual aos 16 anos, depois de ter sido abusado. Durante os campos de escuteiros que tutelou, admitiu ter abusado sistematicamente 4 a 5 jovens e crianças por semana que teriam entre os 7 e os 15 anos.

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