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Itália: Eleições na Emilia Romagna e Calábria

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Itália: Eleições na Emilia Romagna e Calábria
Direitos de autor  LaPresse   -   Stefano Cavicchi/LaPresse
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As regiões italianas de Emilia Romagna e Calábria vão às urnas este domingo.

Na Emilia Rmagna, bastião da esquerda há décadas, e a zona economicamente mais forte de Itália, esquerda e direita estão taco a taco nas sondagens. Matteo Salvini não se tem poupado a esforços para eleger a candidata da coligação de direta:

"No domingo, 26 de janeiro, Lucia Borgonzoni não só vai ganhar as eleições, como vai ter um triunfo. Só depende de vocês. Viva a Emilia-Romagna; Viva a Liberdade; Viva a democracia e Viva a Liga. Se ganharmos, vamos mandar para casa o Conte, o Renzi, o Di Maio e o Zingaretti", disse num comício.

O escrutínio pode ser um importante teste para a frágil coligação de esquerda que governa o país.

Ganhar a Emilia-Romagna seria uma vitória simbólica muito forte, mas o verdadeiro objetivo de Salvini é usar essa vitória para desestabilizar a fraca coligação de Roma e tomar o poder a nível nacional.

Apesar do bom desempenho - reconhecido à esquerda e à direta - do governador Stefano Bonaccini, candidato do Partido Democrata, a direita populista ganha terreno na Emilia Romagna.

Para contrariar a tendência surgiu no ano passado o movimento das sardinhas. A "Sardinha", nasceu em Bolonha, num esforço para contrariar aquilo que é visto como a retórica anti-instituição, anti-imigração de Salvini. Cerca de 40.000 sardinhas reuniram-se em Bolonha neste fim de semana, numa tentativa de deter a ascensão do líder da Liga do Norte. As sardinhas têm enchido numerosas praças em Itália desde maio de 2019.

Na Calábria é também o Partido Democrata quem tem governado, mas as sondagens dão vantagem à candidata da direita, Jole Santeli.

Matteo Salvini já anunciou que, se ganhar nas duas regiões, vai reclamar eleições legislativas antecipadas.