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Extrema-direita permite eleição de líder regional na Alemanha

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Extrema-direita permite eleição de líder regional na Alemanha
Direitos de autor  dpa via AP/ Alle Rechte vorbehalten   -   Michael Reichel
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Estalou a polémica na Alemanha depois de no pequeno estado da Turíngia se ter quebrado um tabu político germânico: o candidato local do pequeno Partido Democrático Liberal conseguiu chegar à liderança do estado com a ajuda da CDU, partido de Angela Merkel e da extrema-direita.

Os sinais de alerta soaram de imediato e na capital foram marcadas reuniões de urgência para o próximo fim de semana. No centro da polémica está Thomas Kemmerich - político conservador que aceitou o apoio da Alternativa para a Alemanha, a AfD, para chegar ao poder. Kemmerich, na tomada de posse, garantiu que "o objetivo agora é formar um governo diversificado, orientado para a realidade e competente. Vou convidar a CDU, o SPD e os Verdes a assumir a responsabilidade pela política do estado e encontrar em conjunto soluções para a Turíngia".

Na tomada de posse, e num sinal de protesto, a presidente do Parlamento regional atirou aos pés de Kemmerich o ramo de flores que deveria entregar ao novo chefe de Governo.

Bodo Ramelow, do SPD, esperava assumir a presidência do estado depois de vencer as eleições no final do ano passado. Mas o inesperado apoio da AfD permitiu a Thomas Kemmerich assumir o cargo. Até agora, os partidos tradicionais de direita e de centro-direita na Alemanha, como a CDU ou o FDP, sempre recusaram qualquer cooperação ou aliança com a extrema-direita.

As reações mesmo a nível internacional foram imediatas. O FDP e a CDU são acusados de "se deitarem com "fascistas".

O AfD é um partido nacionalista que se opõe à imigração não europeia e contesta o que chama de "islamização" da Alemanha. Com o aumento dos protestos, surgem agora vários pedidos para que se voltem a realizar eleições no estado de Turíngia.