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Greve da polícia militar provoca o caos no Ceará

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Exército brasileiro assume controlo das ruas no estado do Ceará
Exército brasileiro assume controlo das ruas no estado do Ceará   -   Direitos de autor  AFP
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O registo de mais de 50 assassinatos apenas em dois dias no estado do Ceará, no Brasil, durante uma greve da polícia militar, levou o governador local, Camilo Santana, a pedir ao Presidente Jair Bolsonaro o patrulhamento das ruas pelo exército.

O pedido foi aceite e promulgado através de um decreto de Garantia de Lei e da Ordem depois de também alguns dos quartéis da polícia terem sido invadidos por homens encapuzados e algumas viaturas oficiais terem sido vandalizadas.

As Forças Armadas, incluindo a Marinha e a Força Aérea, vão mobilizar 2500 soldados para garabntir a segurança no Ceará neste período de Carnaval até dia 28 de fevereiro.

Algumas prefeituras cearenses, como Paraipaba no litoral e Canindé no interior, decidiram cancelar os eventos de Carnaval públicos devido à falta de segurança motivada pela greve.

O protesto da polícia militar começou na terça-feira à noite e até então a média de homicídios no Ceará era de seis por dia.

Depois de quarta-feira de manhã, em apenas 48 horas foram registados 51 homicídios, incluindo um adolescente de 16 anos assassinado por um grupo de sete motociclistas e uma mulher foi morta diante dos filhos durante uma tentativa de assalto

Os polícias militares do Ceará exigem um aumento salarial já este ano de 3.200 reais (673 euros) para 4.500 reais (946 euros) mensais. O governo aceita o aumento, mas de uma forma progressiva atingindo o valor exigido apenas em 2022.