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Guerra de poder na Albânia

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Presidente promove manifestação cidadã contra o executivo de Edi Rama

O presidente da Albânia, Ilir Meta, quer mudar a atual batalha política com o Governo para a principal avenida de Tirana, onde se encontra o gabinete do primeiro-ministro.

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De forma invulgar, o chefe de Estado está a promover uma manifestação a ter lugar na segunda-feira em frente ao gabinete de Edi Rama.

Deste modo, apela aos albaneses a que se oponham ao que considera ser um golpe de Estado por parte do executivo socialista, que acusa de tentar minar os poderes presidenciais.

No epicentro do conflito estão quer o processo de eleição dos membros do Tribunal Constitucional da Albânia, quer a reforma da justiça que, de acordo com o presidente, debilita o seu papel.

Este é mais um capítulo da guerra de poder entre o governo e a presidência que se mantém desde o ano passado.

Os dois lados acusam-se mutuamente de ações inconstitucionais.

Em entrevista exclusiva à Euronews, o presidente assegurou que as mudanças recentes na forma de eleger membros do Tribunal Constitucional não fizeram outra coisa que não provocar erosão na função como presidente e violar a Constituição.

"Estou a lutar pelo Estado de Direito na Albânia. Estou a lutar em defesa da democracia em relação a um regime partidário que usurpou todas as instituições independentes do país para chegar ao Tribunal Constitucional. É uma batalha final pela democracia e pela restauração da ordem constitucional no país", sublinhou Ilir Meta.

Mas há mais. O presidente também processou a ministra da justiça, Etilda Jonai, e outros representantes do ministério.

Jonai classificou de "disparatadas" as alegações do chefe de estado e disse estar aberta a qualquer tipo de investigação sobre o trabalho realizado para a reforma da justiça no país.

O Governo, por outro lado, rejeitou as alegações e colocou em marcha um processo de destituição do presidente Meta, apelidado de "oportunista."

"Tudo tem a ver com questões internas e conflitos criados no seio da oposição, entre o líder do partido Democrático, Lulzim Basha, e o presidente Meta, ou com problemas como quem é o líder da oposição. Não participamos em semelhantes debates. Este é um problema que lhes diz respeito a eles", referiu Taulant Balla, presidente do grupo parlamentar socialista.

A Albânia quer aderir à União Europeia nos próximos anos. Mas antes disso, tem de fazer frente a várias polémicas políticas internas que não facilitam a o processo.

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