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Acusados ausentes do julgamento sobre queda do voo MH17

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Acusados ausentes do julgamento sobre queda do voo MH17
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A leitura do nome das 298 pessoas que morreram na queda do voo MH17 da Malaysia Airlines na Ucrânia, em 2014, foi um momento de emoção no primeiro dia de julgamento dos quatro suspeitos.

Cinco juízes, três em funções e dois suplentes, deram início à audiência, segunda-feira, no tribunal de Schiphol, nos Países Baixos, perante uma sala cheia de familiares e até os seus advogados admitem que foi um momento difícil.

"Estou nesta profissao há 32 anos mas tive de me esforçar para controlar as minhas emoções", disse o advogado Peter Langstraat.

Três cidadãos russos e um cidadão ucraniano não compareceram ao tribunal para responder pela acusação de responsabilidades no lançamento de um míssil Buk no leste da Ucrânia, controlado por rebeldes pró-Rússia.

As famílias das vítimas esperam que o julgamento lhes traga mais informações e consolo.

“O início deste julgamento é muito, muito importante para todos os familiares. Queremos que seja feita justiça. E queremos saber todos os detalhes sobre o que aconteceu ao voo MH17", disse Anton Kotte, membro da Fundação Vítimas Voo MH17.

"Espero que o juiz obtenha muitas provas e que possa chegar a um único veredicto: culpados", disse Piet Ploeg, outro membro.

Os suspeitos são acusados de terem transportado o sistema de míssil da Rússia para a Ucrânia. O governo russo sempre negou qualquer responsabilidade no caso, mas os investigadores dizem que o sistema saiu de uma base em Kursk e foi devolvido à Rússia após a operação.

A enviada da euronews, Ana Lazaro, realça que "o juiz explicou que apenas vai julgar este quatro acusados em concreto e que o julgamento não visa provar se o governo da Rússia esteve envolvido. Mas se os quatro acabarem por ser condenados, a decisão será politicamente embaraçosa para o governo de Moscovo".

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