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Comissão Europeia flexibiliza disciplina orçamental e dá a mão a Itália

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Comissão Europeia flexibiliza disciplina orçamental e dá a mão a Itália
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A Comissão Europeia decidiu suspender a disciplina orçamental imposta aos Estados-membros para permitir aos governos nacionais um maior investimento para apoiar as famílias e as empresas durante a pandemia do novo coronavírus.

A solução encontrada em Bruxelas para tentar salvar a economia dos "27" foi anunciada nas redes sociais pela presidente da Comissão Europeia.

"Começámos uma iniciativa de investimento e esta é uma boa notícia para a Itália porque havia fundos estruturais congelados aos quais Itália já não podia aceder e tinha até de os devolver à União Europeia. Decidimos que este dinheiro fica em Itália. E mais: Itália pode gasta-lo onde achar ser melhor como por exemplo no mercado de trabalho. São 11 mil milhões de de euros para a Itália. Julgo ser um bom pacote para ajudar nesta crise económica", considerou Ursula von der Leyen.

Os títulos de dívida dos vários Estados-membros vão agrupar-se num único grupo. Algo nunca antes conseguido porque os países com mais poder financeiro, como a Holanda, não aceitavam ter as respetivas dívidas soberanas associadas aos parceiros com dívidas externas mais elevadas, como Portugal.

Bruxelas anunciou a flexibilização total do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Uma decisão ao encontro dos interesses portugueses, mas também da Grécia, da Irlanda, de Espanha e, sobretudo, de Itália.

O governo italiano previa um défice um pouco acima dos dois por cento para este ano, mas este pacote de 25 mil milhões de euros para enfrentar a crise provocada pelo novo coronavírus irá fazer o défice orçamental italiano exceder o habitual limite europeu dos três por cento.

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