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Marcelo otimista pela união dos portugueses contra a Covid-19

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Presidente Marcelo Rebelo de Sousa ao lado do primeiro-ministro António Costa
Presidente Marcelo Rebelo de Sousa ao lado do primeiro-ministro António Costa   -   Direitos de autor  MIGUEL FIGUEIREDO LOPES/ PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA/ LUSA
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Portugal sofreu a perda de mais 10 pessoas associadas à pandemia de Covid-19 entre segunda e terça-feira.

De acordo com mais recente boletim informativo da Direção-Geral de saúde, são agora 33 as mortes em Portugal ligadas ao novo coronavírus, num dia em que se registou uma diminuição acentuada no número de casos novos.

Há, ainda assim, mais 300 pessoas pessoas infetadas em comparação com o balanço de segunda-feira, mas no entanto é mais mais de uma centena a menos face ao balanço da véspera.

Esta terça-feira, as autoridades deram também conta de mais seis pessoas recuperadas da Covid-19, elevando assim o número de altas para as 22.

De resto, o norte continua a ser a região mais afetada em Portugal, com 1130 casos, 14 mortos e três pessoas recuperadas.

Na região da Extremadura e Grande Lisboa, é onde há mais pessoas recuperadas, onze, com registo de 852 casos e 12 mortes associadas a esta pandemia.

Quase oitenta por cento dos óbitos em Portugal ligados a esta pandemia são de pessoas com mais de 70 anos, sendo que as fatalidades mais jovens foram de pessoas com mais de 50 anos.

Entre os 33 óbitos registados até esta terça-feira, há 10 mulheres: nove com mais de 80 anos e uma com menos de 60.

Apesar de o pico do surto ter sido previsto apenas para 14 de abril, o Presidente da República mostrou-se otimista com a reação portuguesa ao surto e sobretudo com a sintonia sentida entre os diversos lideres com quem se reuniu esta terça-feira.

"Estamos mais unidos. Vai havendo mais informação da parte dos especialistas. Os portugueses estão a fazer com que a curva não seja a de outros países", resumiu o Presidente da República, "também menos preocupado" pelos dados que vão permitindo ajustar as medidas para se entrar numa curva estagnada "e depois em descida".

Já o primeiro-ministro de Portugal deixou um alerta na Assembleia da República.

"O impacto desta crise na economia vai ser muito profundo e muito duradouro", disse António Costa aos deputados durante o debate quinzenal em São Bento.

O Primeiro-Ministro disse ser "impossível o Estado impor o encerramento de empresas sem que isso se reflita no funcionamento delas".

"Temos de permitir que haja alguns mecanismos de respiração, concentrando-nos no esforço para aguentar o que é essencial: procurar preservar as empresas, evitando que abram precocemente falência, sustentar o emprego, na medida do possível, e sustentar o rendimento das famílias, também na medida do possível", defendeu.

Foram, entretanto, repatriados os mais de 1100 passageiros estrangeiros do cruzeiro MS Fantasia, atracado desde domingo em Lisboa.

O grupo, incluindo mais de 400 brasileiros, começou a deixar o navio pela manhã, dirgindo-se ao aeroporto Humberto Delgado, onde havia quatro aviões à espera para levar estes turistas para casa: dois voos tiveram como destino a Alemanha, um o Brasil e o último voou para o Reino Unido.

DGS
Boletim oficial da situação em Portugal de terça-feira, 24 de marçoDGSMarques, Francisco