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Paris torna-se o epicentro do surto de Covid-19 em França

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Paris torna-se o epicentro do surto de Covid-19 em França
Direitos de autor  AP / Emilio Morenatti
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As novas medidas de isolamento, em França, que incluem a não realização de mercados ao ar livre provocaram inicialmente alguma resistência.

Há quase duas semanas em confinamento, os franceses, resignados, estão finalmente a cumprir as instruções para ficarem em casa, numa altura em que os números de casos de infeções pelo novo coronavírus e de mortes não pára de aumentar.

"As ruas de Paris podem estar vazias, com os residentes a respeitarem agora maioritariamente as regras duras de confinamento impostas pelas autoridades, mas apesar do esforço coletivo, a capital francesa e os seus subúrbios tornaram-se o novo epicentro da epidemia de coronavírus aqui em França", sublinha a correspondente da Euronews em Paris, Anelise Borges.

Nos últimos dias, cerca de um terço dos novos casos de Covid-19 registaram-se aqui. Os médicos alertam para o impacto que isso pode ter nos hospitais da região nas próximas semanas.

"O pior será se não tivermos camas nos cuidados intensivos para todos e não formos capazes de oferecer a cada paciente os meios que normalmente ofereceríamos", teme Philippe Juvin, chefe do Serviço de Urgência do Hospital Europeu Georges-Pompidou.

"Há vários dias que temos um aumento significativo do número de pessoas que chega às urgências, incluindo casos sérios. Metade é hospitalizada. Em dias normais, num serviço de urgência, ficam hospitalizados 15% dos pacientes. Agora estamos a hospitalizar 50%, o que mostra quão doentes eles estão. E um pequeno número deles necessita de ir para os cuidados intensivos. A vaga aumenta todos os dias e o número de pacientes continua a aumentar. Será um grande teste de grande dificuldade para os profissionais das urgências. Vamos ter falta de pessoal, camas e ventiladores", antecipa Juvin.

A França tem estado a transportar pacientes com Covid-19 de alguns hospitais nas regiões mais afetadas para outras zonas do país onde a situação é mais calma. Dezenas de doentes foram transportados de TGV, outros pela Força Aérea francesa.