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Países europeus preparam-se para regresso à normalidade

Países europeus preparam-se para regresso à normalidade
Direitos de autor Alfredo Falcone/LaPresse
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De  euronews
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Áustria e República Checa anunciam abertura de lojas

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A pandemia causada pelo novo coronavírus parece estar a abrandar na Europa.

Apesar de o número de mortes continuar a subir, há sinais de esperança um pouco por todo o Velho Continente. As curvas da progressão da doença parecem estar a decrescer com países como Itália e Espanha, os principais focos da covid-19 na Europa, a registarem menos casos confirmados ou hospitalizações.

Desejosos por voltar à normalidade, os europeus começam já a pensar em medidas para flexibilizar as restrições. Resta saber qual será o ritmo certo de modo a evitar uma segunda vaga da pandemia.

Em Itália, o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, deve anunciar, em breve, quais são as medidas a adotar na segunda fase do combate à pandemia.

Depois de uma longa quarentena, os italianos poderão voltar, gradualmente e controladamente, à normalidade já a partir do início de maio.

As viagens e grandes deslocações permanecerão suspensas, mas fala-se na reabertura de algumas empresas, com a possibilidade da população mais jovem regressar gradualmente ao trabalho.

Em França e Espanha, começa-se também a falar em retornar-se, gradualmente,"à vida normal".

Com o número de novas infeções a descer no país, o Governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, está a ponderar levantar as medidas de confinamento já a partir do dia 26 de abril.

Em França, apesar das melhorias registadas esta semana, o Governo de Emmanuel Macron vai prolongar a quarentena no país, cujo fim estava previsto para 15 de abril. O presidente deve divulgar a nova data e novas medidas de combate à pandemia na próxima segunda-feira.

Na Áustria, o primeiro-ministro, Sebastian Kurz, anunciou que o país vai retornar, gradualmente, à normalidade já a partir do dia 14 de abril, com a abertura das pequenas lojas.

Na República Checa, a partir desta quinta-feira, algumas lojas não essenciais podem começar a abrir as portas.

Já o Reino Unido, com o número de mortes por covid-19 a ultrapassar os sete mil e com o primeiro-ministro nos cuidados intensivos é pouco provável que haja um abrandamento das medidas restritivas do país. Estima-se que a quarentena nacional seja prorrogada na próxima semana.

A organização Mundial de Saúde mostra-se reticente em relação ao levantamento das restrições. O diretor regional europeu da OMS, Hans Kluge, sublinhou, esta quarta-feira, que os progressos contra a covid-19 são ainda muito frágeis e que "esta não é a altura de suavizar medidas, mas de dobrar ou triplicar o esforço coletivo."

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