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Sangue, suor e política na crise pandémica dos EUA

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Sangue, suor e política na crise pandémica dos EUA
Direitos de autor  Ted Shaffrey/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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No centro da pandemia de coronavírus nos Estados Unidos, Nova Iorque cruzou a trágica linha das 10 mil mortes. Apesar de estar mergulhado em sangue, suor e lágrimas, o Estado registou alguns dados positivos. pela primeira vez numa semana teve menos de 700 fatalidades diárias. Mas todo cuidado é pouco.

"Se fizermos alguma coisa estúpida, vamos ver os números subir novamente já amanhã. Ponto final! O pior pode já ter passado, e acabou, a não ser que façamos alguma coisa imprudente. E podemos mudar esses números com dois ou três dias de comportamento imprudente", declarou o governador do Estado de Nova Ioque, Andrew Cuomo.

Já a preparar o futuro, o governador de Nova Iorque, de Nova Jérsia e outros quatro estados reuniram-se debater uma reabertura coordenada das economias assim que a mitigação o permitir.

Mas Donald Trump está atento e não quer ver a sua autoridade negligenciada.

"Quem determina o que se deve fazer é o presidente dos Estados Unidos. Se não estivéssemos aqui para os Estados, vocês teriam um problema como nunca antes visto neste país. Estivemos aqui para os apoiar, mais do que apoiar", sublinhou o Presidente norte-americano.

Há ainda alegações de um mau estar entre o Presidente e o seu principal conselheiro sobre a Covid-19, o especialista Anthony Fauci, por causa de comentários sobre uma possível reação lenta do país para o início da mitigação. A Casa Branca negou.

Entretanto, morreu um marinheiro do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, 11 dias depois do comandante ter sido exonerado das funções por ter expressado preocupação pelo que disse ser a passividade da marinha para proteger os tripulantes. 500 dos cerca de 5000 tripulantes estão contaminados.