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Europa lança-se no desconfinamento

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Europa lança-se no desconfinamento
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A Europa, com a Itália na primeira linha, lança-se esta semana num processo gradual de desconfinamento.

Encorajado pela queda no número de novas contaminações e vítimas mortais diárias, que registaram este domingo o valor mais baixo desde o início do confinamento, o governo italiano começa a aliviar restrições. As escolas permanecem fechadas, mas os parques abrem e um grande número de pessoas regressa a partir desta segunda-feira ao trabalho.

Os transportes públicos são uma preocupação particular, como sublinha a presidente da Câmara de Turim, Chiara Appendino, que explica que "vão ser respeitadas todas as medidas para garantir a desinfeção e segurança", como a "obrigação do porte de máscara", que "será distribuída [...] aos habitantes que não têm uma".

Espanha, que também continua a assistir à uma forte descida no número de vítimas, inicia a primeira fase do alívio das medidas em vigor contra a pandemia. Os espanhóis podem começar a sair de casa, em horários específicos, para fazer exercício ou simplesmente apanhar ar e há também uma reabertura parcial do pequeno comércio e da indústria hoteleira.

Em França, onde as autoridades passaram 64.000 multas por violação das regras de confinamento desde o início da crise, espera-se para esta semana o anúncio de novas medidas. O número de vítimas continua a cair também em território françês, mas o processo de desconfinamento só deverá começar no dia 11.

Com 28.400 mortos devido à Covid-19, o Reino Unido pode em breve ultrapassar a Itália como o país europeu mais afetado. Mas, pressionado para avançar com uma estratégia para sair de um confinamento com duras consequências económicas e sociais, o governo de Boris Johnson disse estar a preparar um levantamento das restrições "por etapas" que deverá ser anunciado em breve.

Entretanto, a Rússia assistiu a um forte aumento no número de casos, com mais de 10.000 novos contágios confirmados este domingo, mais de metade dos quais na região de Moscovo.

A capital russa constitui o principal foco de coronavírus no país. As autoridades atribuem, no entanto, o forte aumento ao reforço do número de testes realizados.