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Voluntários vão criar 5000 viseiras por dia para distribuir em Angola

A street vendor sells material masks as a preventive measure against the spread of the COVID-19
A street vendor sells material masks as a preventive measure against the spread of the COVID-19 Direitos de autor OSVALDO SILVA/AFP or licensors
Direitos de autor OSVALDO SILVA/AFP or licensors
De  Euronews com Lusa
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A ambição do projeto passa pela produção de 100 mil viseiras.

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O combate à pandemia de covid-19 em Angola faz-se também pelos esforços de voluntários. 

Com o recurso a impressoras 3D, um grupo começou a produzir viseiras e prepara-se agora para a sua produção industrial, esperando atingir as 5 mil viseiras por dia para posteriormente serem distribuídas de forma gratuita por todo o país.

Em declarações à Agência Lusa, Miguel Gonçalves, um dos mentores do projeto, disse que o objetivo é chegar às 100 mil viseiras, que serão distribuídas dando prioridade a unidades de saúde e centros de tratamento da covid-19.

Mas os equipamentos estarão também ao alcance de qualquer cidadão que faça um donativo no valor mínimo de 1.200 kwanzas (cerca de dois euros), o suficiente para “oferecer” uma viseira ao doador e produzir outras três, segundo Luís Querido, outro voluntário do grupo viseiras-covid-ao.

Para tal, foi criada uma linha telefónica, onde os interessados poderão esclarecer dúvidas sobre as viseiras e fazer pedidos para instituições ou donativos.

Luís Querido prevê que a produção industrial se inicie no decurso das próximas duas semanas, logo que chegue o molde de injeção necessário para fabricar o suporte da viseira, agora com um design melhorado e mais cómodo.

As viseiras vão ser produzidas numa fábrica que se ofereceu para o efeito, sendo o dinheiro dos donativos totalmente canalizado para a compra da matéria-prima necessária para fabricar o suporte, através de uma organização não-governamental associada ao projeto.

“Vamos importar uma tonelada de matéria-prima”, afirmou Luís Querido, adiantando que o poliuretano termoplástico que vai ser usado é proveniente de Portugal.

Com a expansão da capacidade de produção, o grupo tem vindo a atrair também cada vez mais voluntários. Neste momento, são cerca de 30 voluntários “ativos” a colaborar com o projeto a partir de diferentes partes do mundo.

Para manter o caráter gratuito e assente no voluntariado desta iniciativa da sociedade civil e evitar tentativas de comercialização, todas as viseiras que vão ser produzidas industrialmente terão inscrito que é proibida a venda, acrescentou Miguel Gonçalves.

Angola regista 35 casos positivos de covid-19 e duas mortes.

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