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Covid-19: Os números e as notícias de quinta-feira, 14 de maio

Caixões colocadas numa vala comum no cemitério de Manaus, no Brasil
Caixões colocadas numa vala comum no cemitério de Manaus, no Brasil   -   Direitos de autor  AP Photo/Felipe Dana
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A pandemia já infetou mais de 4,4 milhões de pessoas em pelo menos 188 países, à data de hoje.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, este novo coronavírus estará ligado a mais de 300 mil mortos. Pelo menos 1,5 milhões de pessoas já recuperaram da doença provocada pelo SARS-CoV-2.

Recorde aqui as notíciasdo dia:

  • Trump ameaça cortar relações com China e rejeita falar com Xi Jinping
  • Reino Unido regista mais 428 mortes, total supera 33.600 óbitos
  • Alemanha pode ter redução de 100 mil ME nas receitas fiscais
  • Portugal prolonga interdição de voos de e para fora da UE
  • Vacina contra o Covid-19 poderá estar pronta dentro de um ano no melhor dos cenários - EMA

20h45 (CET) Mais de 300 mil mortos em todo o mundo devido à pandemia

O número de mortos no quadro da epidemia ultrapassou hoje a trágica fasquia dos 300 mil.

De acordo com a contabilidade da universidade norte-americana Johns Hopkins, o número de infeções registadas no planeta desde o início do surto em Wuhan, na China, está muito perto de chegar aos 4,5 milhões.

Universidade Johns Hopkins
Atualizado às 19h38 de 14 de maio de 2020Universidade Johns HopkinsMarques, Francisco

18:07 (CET) Moçambique tem mais oito casos e total passa para 115 doentes

Moçambique registou, nas últimas 24 horas, mais oito casos de infeção pelo novo coronavírus, elevando o número total de 107 para 115 doentes, anunciou hoje a diretora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene.

Os oito indivíduos são moçambicanos e, entre eles, há duas crianças de 1 e 5 anos.

No total, Moçambique realizou 5.119 testes, fez o rastreio de 668.480 pessoas, das quais 13.856 foram submetidas a quarentena, estando 1.652 em seguimento.

17:54 (CET) Cascais vai testar toda a população do concelho

A Câmara Municipal de Cascais vai disponibilizar, a partir da próxima semana, testes serológicos gratuitos à covid-19 a todos os habitantes do concelho, uma medida que poderá abranger 214 mil pessoas, anunciou hoje a autarquia.

A realização destes testes será gratuita, podendo ser feitos através de colheitas de sangue nos 18 laboratórios dos respetivos grupos privados localizados em Cascais.

O resultado do teste será conhecido no espaço de 24 horas, sendo enviado para o endereço de email.

17:29 (CET) Trump ameaça cortar relações com China e rejeita falar com Xi Jinping

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que não quer falar, por agora, com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, ameaçando cortar relações com Pequim, por causa da pandemia de covid-19.

“Eu tenho um relacionamento muito bom (com Xi Jinping), mas neste momento não quero falar com ele”, disse Trump, durante uma entrevista à estação televisiva Fox Business.

Os EUA e a China trocam acusações mútuas sobre erros e omissões na luta contra a propagação do novo coronavírus. Washington acusa Pequim de ter negligenciado os riscos da pandemia, na sua fase inicial. O Governo chinês denuncia a ineficácia norte-americana na crise sanitária.

Trump admite mesmo retaliações contra o Governo de Pequim, acusando-o de ter omitido informações importante sobre o novo coronavírus, que poderiam ter impedido a pandemia de covid-19.

17:05 (CET) Alemanha pode ter redução de 100 mil ME nas receitas fiscais

A pandemia de covid-19 deve levar a uma redução de quase 100 mil milhões de euros nas receitas fiscais alemãs este ano, segundo uma estimativa publicada hoje pelo ministro das Finanças, Olaf Scholz.

"Em comparação com a estimativa de outubro, espera-se que a entrada de impostos fique 98,6 mil milhões de euros abaixo do esperado", indicam os peritos do ministério em comunicado. Essa redução deverá ser de cerca de 44 mil milhões de euros para o Estado federal, de 35 mil milhões para os estados regionais e de 15,6 mil milhões para as autarquias.

A nova estimativa é de 717,8 milhões de euros de receitas fiscais em 2020 contra 799,3 mil milhões alcançados em 2019.

Para 2020, o Governo alemão prevê uma recessão histórica de 6,3%.

16:50 (CET) Portugal prolonga interdição de voos de e para fora da UE

O Governo português prolonga, a partir das 00:00 da próxima segunda-feira e até às 00:00 do dia 15 de junho, a interdição de voos com destino e a partir de Portugal para e de países fora da União Europeia, revela um despacho.

Não obstante, mantém a necessidade de prever exceções a tais restrições, aos países associados ao Espaço Schengen (Liechtenstein, Noruega, Islândia e Suíça), e aos países de expressão oficial portuguesa mas, do Brasil, ressalva porém que "serão admitidos apenas" os voos provenientes de e para São Paulo e de e para o Rio de Janeiro.

Outras exceções à interdição de tráfego aéreo são o Reino Unido, os Estados Unidos da América, a Venezuela, o Canadá e a África do Sul, "dada a presença de importantes comunidades portuguesas", explica o Governo. (mais informação aqui)

15.30 (CET) Cabo Verde regista 26 novos casos na Praia e aumenta para 315 o número de infetados

O Ministério da Saúde de Cabo Verde anunciou hoje 26 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, todos no concelho da Praia, elevando o total acumulado desde 19 de março para 315 e com um doente em estado crítico.

Do acumulado de 315 casos, permanecem ativos 244, apenas seis dos quais na ilha da Boa Vista e os restantes 238 na Praia, principal foco da doença no país, com a doença identificada em pelo menos 25 bairros.

15:20 (CET) Desconfinamento em Portugal sem impacto na curva epidemiológica

As medidas de desconfinamento decretadas pelo Governo português não tiveram impacto na curva epidemiológica, embora sejam expectáveis entre 200 a 300 casos novos de covid-19 todos os dias, disse hoje a direção-geral da Saúde (DGS).

“Passaram mais de 10 dias sobre as medidas de desconfinamento e não se refletiu ainda, não quer dizer que não venha refletir-se, qualquer influência nessa curva. Tudo indica que, apesar de termos desconfinado e retomado a atividade, que os portugueses mantêm as medidas de segurança”, disse a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Graça Freitas, frisou que “é expectável que todos os dias surjam 200 a 300 novos casos”, uma vez que em algumas regiões do país o vírus “ainda circula bastante e podem surgir pequenos surtos”.

“Estamos dentro do que é normal e expectável para a evolução da epidemia” em Portugal, acrescentou.

Por sua vez, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, sublinhou que “a confiança não deve ser excessiva”, apesar da curva estar estabilizada.

15:00 (CET) Reino Unido regista mais 428 mortes, total supera 33.600 óbitos

O Reino Unido registou mais 428 mortes de pessoas infetadas pelo novo coronavírus, aumentando para 33.614 o total de óbitos durante a pandemia de covid-19, anunciou hoje o Ministério da Saúde.

O total de casos de contágio identificados aumentou 3.446 para 233.151, de acordo com a mesma fonte, que contabiliza os infetados identificados até às 09:00 de hoje e os óbitos até às 17:00 da véspera.

Na terça-feira, a variação diária tinha sido de mais 428 mortes e mais 3.403 infetados.

14:50 (CET) Sistema económico atual não funciona e deve mudar após a pandemia - ONU

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, defendeu hoje que a pandemia de covid-19 mostrou que "o sistema económico atual não funciona porque produz grandes desigualdades”, pelo que deverá mudar após esta crise.

“Na hora de construir a recuperação, precisaremos de pensar numa nova economia que seja inclusiva e sustentável", disse Michelle Bachelet, segundo a agência de notícias Efe.

De acordo com a Efe, a ex-Presidente chilena não se atreveu a prever se o mundo após a pandemia será menos livre do que o anterior, embora tenha previsto uma "realidade diferente, na qual teremos que adaptar os nossos comportamentos".

14:25 (CET) Portugal regista mais 9 mortes e 187 casos de Covid-19

Portugal regista hoje 1.184 mortes relacionadas com a covid-19, mais nove do que na quarta-feira, e 28.319 infetados, mais 187, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de quarta-feira, em que se registavam 1.175 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,8%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (28.319), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 187 casos do que na quarta-feira (28.132), representando uma subida de 0,7%.

Vacina contra o Covid-19 poderá estar pronta dentro de um ano no melhor dos cenários - EMA

Dentro de um ano, num cenário "otimista", uma vacina contra o covid-19 poderá estar pronta, informou hoje a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

"Existe a possibilidade, se tudo correr como planeado, que algumas vacinas estejam prontas para serem aprovadas dentro de um ano", declarou Marco Cavaleri, diretor de estratégia da EMA, durante uma videoconferência.

"Essas são apenas previsões baseadas nos dados existente. Mas ressalvo novamente que tudo isto no melhor cenário, pois sabemos que todas as vacinas em desenvolvimento podem não receber autorização e desaparecer", sublinhou, alertando que no processo também "pode haver atrasos".

A EMA, uma agência da União Europeia com sede em Amesterdão, mostra-se assim cética em relação às informações que sugerem a hipótese de uma vacina estar pronta já em setembro próximo.

Líderes mundiais pedem vacina gratuita para todos

Mais de 140 líderes e especialistas mundiais assinaram uma carta aberta na qual pedem a todos os governos que se unam para encontrar uma vacina gratuita contra a covid-19. Entre os signatários estão Durão Barroso, Fernando Henrique Cardoso, Joaquim Chissano, Felipe González e Mario Monti.

A carta exige que todas as vacinas, tratamentos e testes sejam isentos de patentes, produzidos em massa, distribuídos de forma justa e disponibilizados a todas as pessoas de todos os países de forma gratuita.

Entre os signatários constam o ex-presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro de Portugal José Manuel Barroso, o antigo Presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, o ex-Presidente de Moçambique Joaquim Chissano, além do antigo Presidente de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz, José Manuel Ramos-Horta, a ex-diretora da Unesco Irina Bokova, a antiga presidente da Assemblei-Geral das Nações Unidas Maria Fernanda Espinosa, a criadora da Fundação Graça Machel, o fundador da organização Médicos Sem Fronteiras, Bernard Kouchner, e o ex-Presidente colombiano e Prémio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos.

A carta foi também assinada pelos antigos primeiros-ministros espanhol Felipe González e italiano Mario Monti, além do Presidente da África do Sul e presidente da União Africana, Cyril Ramaphosa, do Presidente do Senegal, Macky Sal, e do Presidente do Gana, Nana Addo Dankwa Akufo-Addo, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Gordon Brown, o ex-Presidente do México Ernesto Zedillo, o ex-administrador do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas e a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark.

África regista um aumento de 42% no número de casos confirmados - OMS

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, houve um aumento de 42% no número de casos confirmados de # COVID19 na região africana na semana passada. A região da África Ocidental é a mais afetada, representando 43% dos casos.

UE doa 105,5 ME de ajuda humanitária ao Corno de África

A União Europeia vai doar mais 105,5 milhões de euros de ajuda humanitária para apoiar o combate à pandemia da covid-19 nos países do Corno de África, foi hoje divulgado.

Deste total, a maior fatia destina-se à Somália (48 milhões de euros), seguindo-se a Etiópia (42 ME), o Quénia (15 ME) e o Djibuti (500 mil euros) e as verbas têm como finalidade apoiar as serviços de saúde na prestação de serviços básicos, no controlo de epidemias e na sua preparação para enfrentar a pandemia de coronavírus.

O objetivo é prestar assistência alimentar às pessoas necessitadas por exemplo, apoiando os agricultores na obtenção de sementes e forragens para o seu gado, fornecer tratamento para a subnutrição aguda, especialmente para as crianças de tenra idade e ainda dar resposta às necessidades básicas dos refugiados e das pessoas deslocadas internamente, tais como proteção, abrigo, alimentação, acesso a cuidados de saúde e nutrição e água potável e educação das crianças.