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UE defende avaliação independente à OMS

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UE defende avaliação independente à OMS
Direitos de autor  Jean-Christophe Bott/AP
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O vídeo que abriu a assembleia virtual da Organização Mundial de Saúde resumia a urgência de consensos: "é a Humanidade que está em jogo", dizia uma das frases.

Mas não é exatamente isso que tem acontecido. O apoio generalizado que os líderes políticos vieram dar à gestão da OMS veio com uma ressalva. Uma resolução da União Europeia propõe uma avaliação independente ao trabalho feito pela OMS, sobretudo na fase inicial da crise sanitária.

Pequim não se opõe ao princípio da avaliação. Nas palavras do presidente chinês, Xi Jinping, "quando a situação estiver sob controlo, a China apoia a ideia de fazer uma revisão da resposta global à pandemia, para comparar experiências e colmatar dificuldades. É um trabalho que terá de ser dirigido pela OMS, com uma perspetiva científica, e conduzido de forma objetiva e imparcial".

Mais: Pequim anunciou que vai canalizar 2 mil milhões de dólares para a luta global contra o coronavírus. Isto perante a suspensão dos fundos americanos para a OMS. Aliás, o secretário americano da Saúde, Alex Azar, veio declarar na assembleia desta segunda-feira que a gestão feita pela organização mundial custou "muitas vidas".

A China apoia a ideia de fazer uma revisão da resposta global à pandemia, para comparar experiências e colmatar dificuldades
Xi Jinping
Presidente chinês

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, preferiu apelar às precauções no levantamento de restrições para "tentarmos alcançar uma recuperação global o mais rápido possível. Os países que vão depressa demais, sem implementar a arquitetura sanitária para detetar e suprimir a transmissão, correm um risco muito concreto de debilitar essa recuperação".

Com a palavra "desconfinamento" a entrar rapidamente no vocabulário, a China declara que já efetuou cinco testes experimentais em humanos na procura pela vacina e que, a ser encontrada, esta será "um bem público mundial".