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Governo britânico mantém apoio no conselheiro de Boris Johnson

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Governo britânico mantém apoio no conselheiro de Boris Johnson
Direitos de autor  AP / Frank Augstein
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O rosto de Dominic Cummings continua na capa dos principais jornais britânicos. O principal conselheiro do primeiro-ministro britânico é acusado de ter violado o dever de isolamento, por ter viajado para casa dos pais quando a mulher apresentava sinais de infeção de covid-19. Uma viagem de 400 quilómetros. O incidente terá acontecido no final de março, já em pleno período de confinamento. Foi revelado pelos jornais The Guardian e Daily Mirror na sexta-feira.

Questionado por reporteres à porta de casa, Cummings foi parco em palavras, mas acabou por dizer que fez o que achou "certo".

A Downing Street já chegaram vários pedidos de demissão de Cummings, mas o executivo britânico não dá sinais de ceder à pressão. Um porta-voz oficial do gabinete de Boris Johnson justificou até a deslocação dizendo que "devido ao facto da mulher já estar infetada supostamente com o coronavírus e à alta probabilidade do próprio ficar doente, tornou-se essencial garantir que o filho pudesse receber os cuidados adequados".

Coube ao ministro britânico dos Transportes defender o conselheiro principal do chefe de governo. Grant Shapps garante que "o primeiro-ministro apoia totalmente" Cummings4.

Respostas que não convencem o Partido Trabalhista que continua a exigir a demissão de Cummings. De acordo com os regulamentos impostos pelo governo britânico, qualquer pessoa com sintomas de covid-19 tem de auto-isolar-se em casa durante sete dias.

Os pedidos de demissão chegam também do Partido Conservador.

A nova polémica foi conhecida um dia depois de, na sexta-feira, ter sido anunciada a imposição de uma quarentena de 14 dias aos viajantes que cheguem ao país a partir de 8 de junho, para tentar evitar novos surtos.