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Companhias aéreas do Brasil em busca de ajuda do governo

Avião da Latam
Avião da Latam   -   Direitos de autor  Esteban Felix/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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O governo do Brasil e as maiores companhias aéreas do país - Azul, Gol e Latam - iniciaram negociações para um plano de assistência financeira devido à crise económica criada pela pandemia de covid-19.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), órgão estatal que financia projetos e empresas do país, está a trabalhar na concessão de uma linha de crédito capaz de impedir que as empresas tenham o mesmo destino que a Avianca Brasil, que declarou falência no ano passado.

Segundo a proposta, espera-se que cada companhia aérea receba até 2 mil milhões de reais (cerca de 343 milhões de euros) em fundos, uma oferta que também prevê a participação de instituições financeiras privadas.

A subsidiária brasileira da Latam manifestou interesse na proposta do BNDES, mas afirmou que as partes ainda não chegaram a um acordo e ainda estão em negociação.

A Latam, maior grupo de transporte aéreo da América Latina, pediu falência nos Estados Unidos da América na terça-feira devido ao impacto do novo coronavírus, mas não incluiu suas subsidiárias na Argentina, Paraguai e Brasil no processo.

A Gol, líder do mercado doméstico brasileiro, enfatizou que a confirmação das negociações com o banco de desenvolvimento "não representa aceitação dos termos propostos pelo BNDES e pelo sindicato dos bancos, que serão objeto de discussões e negociações entre as partes" ao longo da semana.

Já a Azul se recusou a fazer qualquer tipo de comentário e disse apenas que "continua negociando a proposta do Governo brasileiro".

Por sua vez, o Governo brasileiro confirmou que entrou em alerta após o pedido de recuperação judicial da Latam, mas disse estar confiante de que a linha de crédito negociada pode dar tempo às empresas.

"Estou certo de que essa linha de crédito será fundamental, mais um passo na ajuda do Governo às empresas de aviação", afirmou o ministro da Infraestrutura do Brasil, Tarcisio Gomes de Freitas.