Regresso dos cultos religiosos gera apreensão na DGS

Conferência de imprensa da DGS sobre a covid-19
Conferência de imprensa da DGS sobre a covid-19 Direitos de autor MIGUEL A. LOPES/ 2020 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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De  Euronews com Lusa
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A autoridade portuguesa sublinha o "risco aumentado" de propagação do novo coronavírus nas celebrações.

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O regresso em Portugal das celebrações religiosas de forma presencial neste sábado motivaram hoje um alerta da Direção-Geral da Saúde, face ao "risco aumentado" de propagação da covid-19.

"Considerando a interação social e proximidade entre membros da comunidade, importa reconhecer o risco aumentado de propagação do vírus, bem como o impacto da doença em grupos que podem ter uma representatividade considerável nos cultos, nomeadamente pessoas com mais de 65 anos e pessoas com comorbilidades", sublinhou a entidade liderada por Graça Freitas.

A lista com recomendações dirigidas às instituições religiosas e aos participantes nas celebrações foi publicada no ‘site' da DGS, vincando que "nos locais de culto e religiosos existe risco de transmissão direta e indireta de SARS-CoV-2 e, como tal, medidas adicionais devem ser tomadas para evitar a transmissão" do novo coronavírus.

O objetivo é "orientar a adoção de medidas que evitem ou limitem a transmissão por SARS-CoV-2 em locais de culto e durante as celebrações de culto", assinalou a DGS.

"Torna-se, assim, necessário que as Instituições de Culto e Religiosas planeiem a resposta às necessidades diárias das suas comunidades durante a frequência nos seus espaços e eventos de culto, salvaguardando sempre a saúde pública e a adoção de medidas necessárias para minimizar a propagação da covid-19", vincou.

Segundo a DGS, também se devem manter ativos os "meios de transmissão alternativos, nomeadamente com recurso a meios telemáticos" das celebrações religiosas.

A entidade também recomenda que seja removido ou proibido "o toque de objetos ou substâncias do local de culto, nomeadamente água benta e outros símbolos".

As instituições devem também providenciar uma sinalização para os lugares que podem ser ocupados de forma a garantir o distanciamento de, pelo menos, dois metros entre pessoas, que não se aplica a coabitantes.

O acesso sem supervisão ao local de culto e o acesso a visitas coletivas devem ser limitados, e a adoção das medidas de proteção e distanciamento público, etiqueta respiratória e higiene das mãos "amplamente" divulgadas pelos organizadores das cerimónias, realçou.

As instituições religiosas têm também de disponibilizar um dispensador de solução à base de álcool para as pessoas desinfetarem as mãos, pelo menos, à entrada e à saída do local de culto e em pontos estratégicos, e promover o arejamento e higienização rigorosa dos espaços, entre várias outras orientações.

Cada confissão tem ainda de adaptar os seus rituais específicos às novas regras, com o objetivo de tentar fornecer a maior segurança possível a todos os envolvidos nas cerimónias, após uma paragem superior a dois meses por causa da pandemia de covid-19.

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